É quente o lençol da companhia
o verso da manhã que se escreve entrepernas
Conforta o gosto de acreditar
O café desce
nem amargo, nem diabético
Na medida necessária
De um cafuné matinal
Esquentado de delicadezas frouxas.
Alexandre Lucas
Tu que tens um jeito de me querer
Resiliente
Entre os lençóis e pés descalços da vida
afaga o falo na fala do prazer
Que revira a sala da safadeza,
delicadeza é quando abraça
mesmo sobre lençóis de escombros
tu que tens o jeito teu
eu particularmente ( explosivo) o meu
enrosco-me em tuas pernas
para sentir a fala da companhia
em tempos de guerra e de busca de estrelas.
Alexandre Lucas
Seja flor que se cheire
Mesmo em dias suados
Se abra com a delicadeza
Ponha-se no sol que queima na labuta
E faça fumaça de sonhos
Acenda a lua e faz estripulias de prazer
Plante a flor no vaso que é você.
Alexandre Lucas
Chega abarrotada de desejos
Vem ser cabelo no pente das minhas mãos
Deixar-me acordado no café quente das tuas entranhas
Esse sorriso disfarçadamente tesudo
Acaricia o texto do encontro
Cuidemos, a temperatura aumentar na devassidão dos pensamentos
E já me quero mar pastoso de nós.
Alexandre Lucas
Ganhei um saco de mentiras
Todas encaracoladas
Quando fui ver
Um câncer estava instalado
E de tanta ira
joguei fogo
Restou as cinzas
Quem sabe se transformam em adubo
Talvez nasça um baobá
E faço ninho
Ou as cinzas se espalhem entre as poeiras.
Alexandre Lucas
Enquanto dorme reviro o mundo
Soprando sonhos de paz
Teu corpo quente acende os dias frios
A companhia dos teus olhos acessos de carinho
Transbordam com a companhia sincera que dialoga com o cotidiano cheios de ematomas
Não nos afastemos
As mãos se estendem enquanto as lágrimas escorrem
E a poesia nasce com a delicadeza do cuidado.
Alexandre Lucas
Entre as terras e o corpo
uma propriedade
Ninguém vê o corpo transitar livremente pelas terras
Nem terras sem corpos protegendo
Quem consome quem
Dualidade cercada
Desinventemos as linhas que separam e as asas que se cortam.
Alexandre Lucas
Usa todas as tuas canetas
Nenhuma será vermelha
Teu sorriso plástico e amarelo
Combina com teu sangue azul
Azul de pássaro bicudo
A matemática aponta valores
Que somados fazem mentiras voarem como verdades
Não tenho canetas,
Apenas uma cueca suada
Sem nenhum valor.
Alexandre Lucas
Pergunto-me que são os companheiros?
Em que trincheiras estão e por que se movem ?
Na hora que sentirem sede como dividirão a agua?
Quando outro companheiro for abatido quem quem se fará maca?
Qual será a sua bandeira na hora do poder?
Entre os companheiros, existem parasitas que se pintam de estrelas cadentes, usam ternos vermelhos, abraçam os operários e pousam para fotos
alargam seus pulos para o privado poder
Acertaremos as contas,
Sempre é hora de perguntar
O que é isso companheiro?
Alexandre Lucas
Esperando, esperando, esperando...
No caminho tem uma pedra,
Não é de Drummond
No caminho tem uma vidraça
No caminho
Restará a pedra e cacos de vidro.
Alexandre Lucas
A negligência esbanjou
A corte burguesa
Com ares de vermelho artificial
A história açoita o trabalhador
Sem licença, sem ser cortês
E a paciência se esgota como molotov.
Alexandre Lucas
Daria-te um buquê de spray de pimenta, o tempo não está para flores
Entre a bomba e o relógio não existe distância
A inércia da caneta do poder esquenta a irá
Reservo mil palavras descompassadas
O vaso da paciência
Ficou triturado
Dois passo para trás
Só para pegar impulso.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 24 de maio de 2017
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Na geografia dos sentimentos
A estratégia de ataque e defesa
Nem sempre é favorável
O território é esfumaçante de egos
A paisagem se deforma
E os lugares são habitáveis de incompreensões.
Alexandre Lucas
Os dias passam
E a dor do outro ( a minha dor)
Perambula num campo minado
Nos gabinetes se esbanjam desdém
e tentam se escondem em carapuças vermelhas
os pavios estão acessos
no centro da mente humana.
Alexandre Lucas
As horas são tempos diferentes
Na burocracia em que o selfie reina
O tempo passa lento
Esmagando quem espera.
Alexandre Lucas
Os olhos podem brilhar
Pode ser as crianças brincando
O gato rebolando com a bola
O beija-flor bailarinando a flor
Mas poder ser a dor que corrói
E o olho não ver.
Alexandre Lucas
Se me deres o peixe
Comerei,
Amanhã vou precisa de mais peixe
Se me ensinar a pescar
Poderei comer amanhã e me calar
Não basta
Tenho que aprender a tomar os rios e os mares
Com todos aqueles que sentem fome.
Alexandre Lucas
A lua de tão descantada
Demitiu-se dos céus
A noite sem traços e luzes
Deitou-se solitária
E fez cair uma chuva
Destas de inundam a imensidão da vida
E depois floresceu taquinhos de esperança
Desses que deixam os olhos moles e brilhantes.
Alexandre Lucas
O pão nunca vem integral
Quando o trabalho é Social
E a divisão privada
Persiste uma cortina
Que separa a carne humana
As casas, os direitos e os sonhos
Existe uma fome e uma comida jogada fora
Um dia tudo vai estourar
A exploração não é casamento eterno da humanidade
Divorciarmo-nos desde o princípio
E cobremos cada pão que nos foi roubado.
Alexandre Lucas
Nesta noite atormentada queria ouvir a música do teu olhar
Ser abanado com o contágio do teu riso,
comer o banquete de desejos
Beber dos teus lábios
E sentir o teu corpo
Abraçado no encanto
Dos encontros.
Alexandre Lucas
Desde cedo soube o significado da palavra miúdo
Nas gigantescas coisas da vida
Apenas me fartaram as menores
A escrivaninha sonho de um escritor pequenino
Era uma mesa que para tudo servia
A carne era pouca
Como a incerteza do pão de amanhã
Até os amores eram miúdos
E a felicidade passageira
Foram de amiudados pedaços
Que descobrir a existência dos graúdos.
Alexandre Lucas
Gozo com as palavras
No íntimo prazeroso da alma
Na caverna do submundo das dores
Quando era invisível
Atirava a palavra na parede
Pichava a cidade necrotério e silenciosa
Só para escutar os burburinhos de que eu existia.
Alexandre Lucas
Um dia sonhamos como pássaros que queriam ser leves e livres
Voamos nos sonhos do outro
Eles pesam ( os sonhos )
e caímos
Com todas mentiras que um dia foram verdade
Ainda em traços ralados
Persistimos em voar
As feridas abertas
Ainda fazem asas fechadas
Que ensaiam o toque nas nuvens.
Alexandre Lucas
Manda-me uma de tuas poesias
Para um dia frio,
Que ela venha cheia de imagens
Cheiros e gostos
As palavras impregnem nos poros
Traga o molhado dos teus desejos
Posta a tua poesia mais vermelha
Encandeada de vontades.
Alexandre Lucas
A estratégia de ataque e defesa
Nem sempre é favorável
O território é esfumaçante de egos
A paisagem se deforma
E os lugares são habitáveis de incompreensões.
Alexandre Lucas
Os dias passam
E a dor do outro ( a minha dor)
Perambula num campo minado
Nos gabinetes se esbanjam desdém
e tentam se escondem em carapuças vermelhas
os pavios estão acessos
no centro da mente humana.
Alexandre Lucas
As horas são tempos diferentes
Na burocracia em que o selfie reina
O tempo passa lento
Esmagando quem espera.
Alexandre Lucas
Os olhos podem brilhar
Pode ser as crianças brincando
O gato rebolando com a bola
O beija-flor bailarinando a flor
Mas poder ser a dor que corrói
E o olho não ver.
Alexandre Lucas
Se me deres o peixe
Comerei,
Amanhã vou precisa de mais peixe
Se me ensinar a pescar
Poderei comer amanhã e me calar
Não basta
Tenho que aprender a tomar os rios e os mares
Com todos aqueles que sentem fome.
Alexandre Lucas
A lua de tão descantada
Demitiu-se dos céus
A noite sem traços e luzes
Deitou-se solitária
E fez cair uma chuva
Destas de inundam a imensidão da vida
E depois floresceu taquinhos de esperança
Desses que deixam os olhos moles e brilhantes.
Alexandre Lucas
O pão nunca vem integral
Quando o trabalho é Social
E a divisão privada
Persiste uma cortina
Que separa a carne humana
As casas, os direitos e os sonhos
Existe uma fome e uma comida jogada fora
Um dia tudo vai estourar
A exploração não é casamento eterno da humanidade
Divorciarmo-nos desde o princípio
E cobremos cada pão que nos foi roubado.
Alexandre Lucas
Nesta noite atormentada queria ouvir a música do teu olhar
Ser abanado com o contágio do teu riso,
comer o banquete de desejos
Beber dos teus lábios
E sentir o teu corpo
Abraçado no encanto
Dos encontros.
Alexandre Lucas
Desde cedo soube o significado da palavra miúdo
Nas gigantescas coisas da vida
Apenas me fartaram as menores
A escrivaninha sonho de um escritor pequenino
Era uma mesa que para tudo servia
A carne era pouca
Como a incerteza do pão de amanhã
Até os amores eram miúdos
E a felicidade passageira
Foram de amiudados pedaços
Que descobrir a existência dos graúdos.
Alexandre Lucas
Gozo com as palavras
No íntimo prazeroso da alma
Na caverna do submundo das dores
Quando era invisível
Atirava a palavra na parede
Pichava a cidade necrotério e silenciosa
Só para escutar os burburinhos de que eu existia.
Alexandre Lucas
Um dia sonhamos como pássaros que queriam ser leves e livres
Voamos nos sonhos do outro
Eles pesam ( os sonhos )
e caímos
Com todas mentiras que um dia foram verdade
Ainda em traços ralados
Persistimos em voar
As feridas abertas
Ainda fazem asas fechadas
Que ensaiam o toque nas nuvens.
Alexandre Lucas
Manda-me uma de tuas poesias
Para um dia frio,
Que ela venha cheia de imagens
Cheiros e gostos
As palavras impregnem nos poros
Traga o molhado dos teus desejos
Posta a tua poesia mais vermelha
Encandeada de vontades.
Alexandre Lucas
domingo, 5 de março de 2017
Hoje diria mil desaforos
Machucaria todos os momentos
Que um dia me fez feliz
Quebraria os copos, os pratos
E todas as mentiras que acreditei
Talvez saísse uns gritos engasgados e uma represa de choro quebrasse
Ainda assim permaneceria
Humanas estátuas carregadas de dureza e desumanidade.
Alexandre Lucas
A cama preenchida de cachos
Ondula desejos
Resta um doce espalhado entre os lençóis
Hora de arrumar a cama
Tomar banho
Vestir a roupa e saculejar um adeus.
Alexandre Lucas
Um poema apertado
Entre o que não se quer dizer
E a pressão de querer se manifestar
feito nó cego
O poema não desata
E se guarda.
Alexandre Lucas
Escreveria em tuas pernas
Um manifesto de prazer
A língua fiel escritora da tua pele
Deixaria em carrossel seus sentidos
Deitado sobre a presença
Transcrevo lembranças.
Alexandre Lucas
Sem cerimônias atravessaria os teus olhares
Entrelaçaria tuas pernas em minha cabeça
Até sentir gemidos trêmulos
Tua respiração descompassada
Não faria nenhuma jura de amor
Guardaria teu corpo nas minhas lembranças
E queimaria todas as promessas imaculadas.
Alexandre Lucas
Os contratos entre os corpos tem prazo
Alguns passados no papel , outros no sagrado e ainda aqueles passados na língua
Duram às vezes uma noite inteira
As vezes uma mexida de nuvens
Outras vezes um tempo definido que não se define
Esse corpo que é meu, até parece que é teu
Mas se for ver
aqui tem porta
E ai também
Se entra sem permissão
Não é contrato
É invasão.
Alexandre Lucas
Não consigo lembrar o afeto que me contagiava à noite
Devia ser intenso,
Hoje resta, cacos pontiagudos que contam o carinho
E que deixam as noites silenciosas e dolorosas
Como num velório
Em que os risos são contidos
e as ideias embaraçadas
Enterro, a noite
Para que os dias renasçam brilhantes
escaldantes e cheios de amor.
Alexandre Lucas
Com quantos poetas definiu a noite?
A noite é tua
Faz dela o que quiser
E os poetas?
Eles, lógico, não são teus
Podem até definir a tua noite.
Alexandre Lucas
Estava ali na mesa
Entre o pão e a manteiga
Uma xícara de choro
O tempo estava frio
Como as almas áridas
Pensei no ultimo gole
Da Água-ardente
E no sorriso das crianças
Liquidifiquei os pensamentos
Passei na peneira
E bebi em lentidão.
Alexandre Lucas
Só isso
Passe pela outra rua
Essa é calçada de ferida
Aberta
Só quero evitar que a insensiblidade se instale
A gente é um pedacinho de carne viva e uma infinidade de sentimentos
Uma rua machucada
Em que o cano do coração
Estoura em tempos ácidos
E as pedras dão cascudos
Nos caminhos empinados.
Alexandre Lucas
Declaro para os devidos fins e a quem interessar possa
Que todos os dias remendo
Partes de mim
ou ainda completo
Partes que me faltam
Carrego cicatrizes
Que de tão profundas
Atravessam a alma e a epiderme
Aqui reina saudades, lembranças,
Medos e vários punhados de dores,
Hora e outra, (as vezes demora muito tempo )
corto os cabelos
Preparo o caldeirão
E jogo porções de tanta coisa boa
Que sou capaz de voar de tão leve que a alma fica.
Alexandre Lucas
Hoje a saudade veio como chuva
Inundou de lembrança a estrada
Orgulhoso o sol logo veio
Mais um dia árido
Resiste
Entre as flores que continuam a brotar em tempos de chuva e aridez.
Alexandre Lucas
Não sou o pão da esquina
Que está ali para ser comprado e comido
Ou só comido, como arroz e feijão
Não venha me passar manteiga
E encher o bucho
E depois virar de lado
Jogando uns trocados
O pão da esquina fica parado
Para ser bulinado
Enquanto gente
Pinota, dar cambalhotas e goza
Grita e chora, recua e diz não
Gente, não é pão!
Alexandre Lucas
Surge o nascimento de braços
Alumiados de esperança
em cada casa sem chaminé
nos sacos vazios
de uma vida inteira
Em cada Jesus sem Nazaré que já nasce crucificado
Não haverá trenós, nem barrigudos do consumo
Nem ceia farta para um único dia
Quando cada castelo for ocupado,
A comida deixar de ser uma preocupação constante
A felicidade não ter placas de venda em cada esquina
E a confraternização ficar impossibilitada de ser orquestra artificial
Defumando ilusões
Nem o natal capital, nem migalhas de caridade
Quando o povo tiver que mendigar a felicidade,
Em doses homeopáticas
De apatia humanitária.
Alexandre Lucas
Escreve no meu corpo e guarda segredo
Esquece os jornais
notícia no meu ouvido
O teu release de prazer
A matéria terá argumentos
E sairá quentinha
eu e você na redação
Escrevendo narrativas
Deliciosas nas páginas da pele
E leituras reviradas
De afetos e temperos singulares.
Alexandre Lucas
Que todos os molotovs sejam declarações de amores
Espalhadas pela cidade
Estilhaços de fraternidade impregnem nos desejos
Que o caminhar possa ser com as mãos livres
para que possamos dançar soltamente
e que a partilha seja como como o ar
se não existir nada brotará.
Alexandre Lucas
Enquanto vou me acordando
Sinto o cheiro quente dos teus seios
Lembro do café feito de gente
Nos provamos
Entre pernas, mãos e línguas
As únicas canções que escuto
São galopes e uma sequência inumerável de hum
Debulhados
Já podemos dizer bom dia.
Alexandre Lucas
No meio do caminho tinha uma fita de cetim
Balançando
De todas as palavras pronunciadas
De todos os gemidos professados
De todos os olhares
Diante da fita de cetim
Apenas o silencio do seu balançar.
Alexandre Lucas
Ajoelhou-se sem penitência
Com delicadeza e sem protocolos
Fez o meio transbordar
Escreveu no seu rosto um poema de prazer.
Alexandre Lucas
Deixe que as línguas sejam maliciosas
Que a boca revire os sentidos
Que os dentes façam percursos tatuados de prazer
Deixe apenas aquilo que quiser
Que deixo aquilo que me for permitido.
Alexandre Lucas
Trafega as tuas mãos sobre meu corpo
A água escorre
Tua boca fresca, teus olhos vivos
O banheiro
Pernas entrelaçadas
O banho de línguas
Uma pausa para um curto-circuito
O chuveiro goteja
Meus olhos respiram
As paredes e os braços se abraçam
Enquanto planejamos o próximo banho
Alexandre Lucas
Sair com o coração amputado, mas sair
Ganhei um livro inteiro de Maiakóvski para tomar com cappuccino
Com todas as quebras e quedas
Que compõe a sua poesia ácida
Árida,
A sua poesia vida
Veio a massagem
Como curativo da alma
Antes de desmoronar
devore poemas Maiakóvskianos e insulte o vento
Para que ele decomponha
a tristeza em partículas imensuráveis.
Alexandre Lucas
Não me peça perdão
Depois das flores violadas
Árido me reinventou na resistência
Como mandacaru bem espetado
Sobrevivo com pouca frescura
O sol tempera
A chuva que se afasta
Aguarde, de tempos em tempos
Brotará lindas e pequenas flores vermelhas num cacho de espinhos
Pegue com cuidado
Ou deixe quieta
Para que elas sobrevivam sem feridas.
Alexandre Lucas
Plenamente nunca sou
Os baralhos na mesa
São cartas curtas de histórias inventadas
Como poemas de açúcar
Tem vida curta
Depois de toneladas adocicadas de afeto, todas com prazo de validade vencida
Sempre desconfiamos
Plenamente.
Alexandre Lucas
Desconfio do silêncio
Da cidade cinza
Da franquia da vida
Da robotização da fala
Da propriedade privada
Desconfio de cada fio
Do beijo sem suspiro
De sexo sem orgasmo
Do Deus bancário
Do amor de fotografia
Desconfio de mim
Só desconfio mesmo
Por está vivo.
Alexandre Lucas
Lágrimas se tecem num corpo surrado, já é tarde.
As palavras se espremem
Na sensibilidade, o verso sai ferido
A liberdade ainda tem longos passos,
O tempo exige resistência!
Amanhã, o corpo será sussurrado e as lágrimas saíram brancas de felicidade.
Alexandre Lucas
Tuas pernas desenham sexo na minha cabeça
Inevitavelmente,
Mas prefiro as passadas das tuas palavras
Que fazem andança profunda
Nas curvas da minha admiração
O que seria das tuas pernas sem a composição das tuas palavras?
Poderiam elas afinar, engrossar, enrugar e encabelar
Só não pode você faltar com a palavra.
Alexandre Lucas
Que o corpo não seja apenas
A selvageria que se quer
Uma válvula para extorquir prazer
Ainda em tempos de posse
A extorsão do gozo é uma liminar do patriarcado
Que o gozo seja mais amplo
que se entrelace entre as conversas ao pé do olhar
e aos sussurros de tremer pescoço
que ele tome banho após o riso
e que sem pressa ele preencha de delicadeza
o corpo, os seus contextos e a selvageria.
Alexandre Lucas
No encosto da parede
Seguro minhas pernas trêmulas
Enquanto você segura
Ajoelhada e freneticamente inquieta, meu meio
Na sua sentença de prazer
Contorço-me
Enquanto me espalho como hidratante no seu rosto
E assim vamos povoando a alma com a carne.
Alexandre Lucas
Miçangas de conto
Contam uma história sucinta
A porta que abriu, ficou derrubada.
Pronto, era apenas um microconto
O restante cabe na tua imaginação.
Alexandre Lucas
Deslizo segredos sobre teu corpo
A linguagem da língua,
Botam em erupção a tua pele
Vulcão de lavas-corpos
Derretem-se
Entre as contorções
Sorridentes do prazer
Alexandre Lucas
Que não falte carambolas, chocolate e hortelã
Para estrelar a dança dos desejos
Saculejar a partilha
Da pele friccionada a outra pele
Versos da epiderme
Que venha os molotovs de Feniletilamina
Para florar de tesão os encontros
Nus
E debulhar a sabedoria das trocas.
Alexandre Lucas
A mesa guarda ainda as lembranças do café
Suas pernas cruzadas
Esquenta tuas entranhas e meus pensamentos
Apenas uma blusa leve
Cobre teus seios limão
Seus dedos dedilham
Poemas eróticos
Deitado
Imagino
As minhas mãos decompondo
O silêncio,
A nudez fazendo carnaval
Num frevo matutino.
Alexandre Lucas
Comer à mesa
Aponta a forma correta
De falar como se vai comer
Possivelmente poderia
Comer na mesa,
com a comida espalhada na mesa, comer!
se não fosse negado comer
poderia se comer à mesa e na mesa
Teve um tempo que nem mesa tinha
E o povo comia
Sempre que tinha fome.
Alexandre Lucas
Dói
A ausência do amor
Como o tombo
No escuro do abismo
A espera corroe o brilho
As lágrimas chicoteiam a esperança
A casa continua sem portas
Esperando que um dia
Você se faça presente
Não tarde, posso não suportar.
Alexandre Lucas
Deixou-me por alguns instantes sem as pernas,
Deixe-me sempre
Em contorções e esparramado pela cama
Acorde-me cedinho
sentindo as estrelas e a boca
Lenta e devoradora
Conte-me uma história de luta pela vida e sorria,
antes de sair
Escreva no espelho do banheiro: bom dia.
Alexandre Lucas
Não me interessa a poesia que codifica o código
Que faz da junção das palavras
Um cálculo complexo
Que fala para poucos
Nem a que fala para muitos e nada acrescenta
Gosto mesmo é daquela poesia
Que me deixa de pé
Cheio de tesão
E do poema que em cada verso chama-me para a luta
E daqueles de tão meigos
Fazem
Ventania nos olhos
A poesia pode tudo isso:
Tamanho, métrica e ritmo
Rima, forma, adereço e enredo
Se ela não tiver a palavra que toque e o verso que afete
Não me interessa .
Alexandre Lucas
23/1 16:57] Alexandre Lucas: Um dedo que não pede silêncio
Separa nossos lábios que se desejam
Nossas pernas continuam querendo se encaixar
Nossos pescoços se acolhem
Esses nossos olhos brilham
De afeto
O tempo acelera as emoções
A alma lateja de alegria
E fico aqui embebecendo os pensamentos da tua companhia
Alexandre Lucas
Esse poema carregado de brilhos nos olhos
Que faz mar e que se adocica no tempo
que agarra no olhar,
que abana as palavras com frescor
esse poema vestido de pura nudez
de cabelo assanhado
de toque suave
que entra dançarino
no banquete da alma
Esse poema lindo
Feito brincadeira de criança que encanta
Poema atrevido, teima em ser feliz
Não é de Neruda, nem de Drummond, nem Vinicius
É um poema feito na rede
No balanço que não termina
No aconchego
Nas lembranças dos beijos
É um poeminha que germina
Com os olhinhos fechados e
Uns sorridos esbugalhados.
Alexandre Lucas
A rede vazia e trago você aqui com esses olhinhos que me fazem sorvete
Derretido e doce
Ensaio um eu te amo
Cacheado de estrelas verdes
As estrelas verdes existem
E são bordadas de delicadeza
Tem pontas fininhas
que de tão macias
Nós deitamos para sonhar.
Alexandre Lucas
Eu que tenho um relacionamento amoroso separado
Assinado no papel dos meus olhos
Que entre tantas vírgulas e quase pontos
Cheguei a pensar que os versos acordariam descrentes
Mas eles se fizeram emaranhados de cachos
Com pontas de afetos para todos os lados
E eu que pensei que os versos adormeciam ou enlouqueciam
E ponto final
Decreto, infinitamente impossível
Declaro, o verso pode ser o que você quiser
até um relacionamento amoroso e separado.
Alexandre Lucas
No banho jorra água e lembranças
A toalha
Nossos corpos afogueados e nossas mãos de cuidado
Esse olhar particular
Que acaricia a intimidade da alma
O espelho que nos fotografa em risos
Sem modéstia
A felicidade germina.
Alexandre Lucas
O tempo frio, a chuva massageia a vontade de sonhar
Escancaro lentamente um som instrumental
Fecho os olhos para escrever um poema cacheado
Ele vem Afrodite
Dançando como uma folha ao vento
Abro a porta e deixo os brilhos rodopiarem
Fitas de cetim se cacheiam na ventania dos desejos
E um pássaro anuncia pelos céus a alegria de voar
Alexandre Lucas
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Quando vejo a rede penso no fogo
Nas juras de amor, no amparo da parede
No olhar embriagante
Junto tudo
e faço fogueira nas lembranças
elas insistem em permanecer
entretanto, se antes tinha gosto de chocolate
fiquei diabético e quando me vem a lembrança
só lembro do gosto do pimentão
Odeio pimentão
Pausa, até me veio uma ânsia de vômito.
É isso que os pimentões me causam.
Alexandre Lucas
Que o corpo não seja apenas
A selvageria que se quer
Uma válvula para extorquir prazer
Ainda em tempos de posse
A extorsão do gozo é uma liminar do patriarcado
Que o gozo seja mais amplo
que se entrelace entre as conversas ao pé do olhar
e aos sussurros de tremer pescoço
que ele tome banho após o riso
e que sem pressa ele preencha de delicadeza
o corpo, os seus contextos e a selvageria.
Alexandre Lucas
Tuas pernas desenham sexo na minha cabeça
Inevitavelmente,
Mas prefiro as passadas das tuas palavras
Que fazem andança profunda
Nas curvas da minha admiração
O que seria das tuas pernas sem a composição das tuas palavras?
Poderiam elas afinar, engrossar, enrugar e encabelar
Só não pode você faltar com a palavra.
Alexandre Lucas
Todas fraturas estão expostas
No momento não resta leveza
O sangue jorra com explosão
Os cachos se embolaram com chiclete
Cuspir no chão e não esperei secar,
Ordenei-me, dissipa
cacho a cacho
Um dias eles crescem.
Alexandre Lucas
Desconfio do silêncio
Da cidade cinza
Da franquia da vida
Da robotização da fala
Da propriedade privada
Desconfio de cada fio
Do beijo sem suspiro
De sexo sem orgasmo
Do Deus bancário
Do amor de fotografia
Desconfio de mim
Só desconfio mesmo
Por está vivo.
Alexandre Lucas
Nem sigilo, nem segredo, nem discrição
Um desejo escancarado de acreditar
Todos os holofotes sorriam, até vejo as luzes se abrindo de felicidade ( tudo passa)
Certo dia, as luzes se apagaram
a lira se fez ira
e o amor? Socou-se no liquidificador.
Alexandre Lucas
Não me peça perdão
Depois das flores violadas
Árido me reinventou na resistência
Como mandacaru bem espetado
Sobrevivo com pouca frescura
O sol tempera
A chuva que se afasta
Aguarde, de tempos em tempos
Brotará lindas e pequenas flores vermelhas num cacho de espinhos
Pegue com cuidado
Ou deixe quieta
Para que ela sobreviva sem feridas.
Alexandre Lucas
Sair com o coração amputado, mas sair
Ganhei um livro inteiro de Maiakóvski para tomar com cappuccino
Com todas as quebras e quedas
Que compõe a sua poesia ácida
Árida,
A sua poesia vida
Veio a massagem
Como curativo da alma
Antes de desmoronar
devore poemas Maiakóvskianos e insulte o vento
Para que ele decomponha
a tristeza em partículas imensuráveis.
Alexandre Lucas
Meus olhos tremem
Não é um ensaio de delicadeza
Os dentes se juntam
Como bicho que precisa gritar
Escuto o barulho do silêncio
Os carros transitam com seus motores na minha cabeça
Leio um poema agressivo
Que mata o amanhã
Defino o horizonte sem lágrimas
Por hoje a ternura só começa amanhã
A terra precisa de adubo
Um corte sangra
É tempo de esperar
O corte sarar.
Alexandre Lucas
Plenamente nunca sou
Os baralhos na mesa
São cartas curtas de histórias inventadas
Como poemas de açúcar
Tem vida curta
Depois de toneladas adocicadas de afeto, todas com prazo de validade vencida
Sempre desconfiamos
Plenamente.
Alexandre Lucas
A verdade é uma mentira que faz bem
Hoje esmagarei o lirismo
As flores não mucharam
Antes disso tocarei fogo
Encherei uma garrafa de Maiakóvski
E me embriagarei das mentiras mais verdadeiras
Serei curto e direto
Afaste-se
aqui resta fogo
E uma carne ferida
Dos açoites
até daqueles com rosas
Carregadas de fino espinho
Hoje é dia de ficar deitado sem encontrar respostas
De jantar sem luz de vela
De mastigar sem vontade
De arrotar no meio da praça
De chutar todas as latas
De beber toda a lucidez
De trepar com a dor sem nenhum amor
De cuspir na sala
De escrever desaforos
Aguarde
Quando tudo explodir
Um novo verso mentiroso sairá rasgando a felicidade alheia.
Alexandre Lucas
O tempo frio, a chuva massageia a vontade de sonhar
Escancaro lentamente um som instrumental
Fecho os olhos para escrever um poema cacheado
Ele vem Afrodite
Dançando como uma folha ao vento
Abro a porta e deixo os brilhos rodopiarem
Fitas de cetim se cacheiam na ventania dos desejos
E um pássaro anuncia pelos céus a alegria de voar
Alexandre Lucas
O que será de nós?
Pouco me importa!
Quero provar da maçã
Enquanto tenho fome e ela não se estraga
Quero sentir a mordida que transcede meus sentidos
Sentar na praça e escutar o som dos pássaros
Brincar com as crianças
E sentir a leveza dos sorrisos
Sentir a tua boca pronunciar desejos
Andar lado a lado nas trincheiras de luta
Bordar flores a cada encontro
Fincar presença em cada choro
Ajuntar sonhos
Se nada disso acontecer
Não culparemos a tentativa.
Alexandre Lucas
Nas juras de amor, no amparo da parede
No olhar embriagante
Junto tudo
e faço fogueira nas lembranças
elas insistem em permanecer
entretanto, se antes tinha gosto de chocolate
fiquei diabético e quando me vem a lembrança
só lembro do gosto do pimentão
Odeio pimentão
Pausa, até me veio uma ânsia de vômito.
É isso que os pimentões me causam.
Alexandre Lucas
Que o corpo não seja apenas
A selvageria que se quer
Uma válvula para extorquir prazer
Ainda em tempos de posse
A extorsão do gozo é uma liminar do patriarcado
Que o gozo seja mais amplo
que se entrelace entre as conversas ao pé do olhar
e aos sussurros de tremer pescoço
que ele tome banho após o riso
e que sem pressa ele preencha de delicadeza
o corpo, os seus contextos e a selvageria.
Alexandre Lucas
Tuas pernas desenham sexo na minha cabeça
Inevitavelmente,
Mas prefiro as passadas das tuas palavras
Que fazem andança profunda
Nas curvas da minha admiração
O que seria das tuas pernas sem a composição das tuas palavras?
Poderiam elas afinar, engrossar, enrugar e encabelar
Só não pode você faltar com a palavra.
Alexandre Lucas
Todas fraturas estão expostas
No momento não resta leveza
O sangue jorra com explosão
Os cachos se embolaram com chiclete
Cuspir no chão e não esperei secar,
Ordenei-me, dissipa
cacho a cacho
Um dias eles crescem.
Alexandre Lucas
Desconfio do silêncio
Da cidade cinza
Da franquia da vida
Da robotização da fala
Da propriedade privada
Desconfio de cada fio
Do beijo sem suspiro
De sexo sem orgasmo
Do Deus bancário
Do amor de fotografia
Desconfio de mim
Só desconfio mesmo
Por está vivo.
Alexandre Lucas
Nem sigilo, nem segredo, nem discrição
Um desejo escancarado de acreditar
Todos os holofotes sorriam, até vejo as luzes se abrindo de felicidade ( tudo passa)
Certo dia, as luzes se apagaram
a lira se fez ira
e o amor? Socou-se no liquidificador.
Alexandre Lucas
Não me peça perdão
Depois das flores violadas
Árido me reinventou na resistência
Como mandacaru bem espetado
Sobrevivo com pouca frescura
O sol tempera
A chuva que se afasta
Aguarde, de tempos em tempos
Brotará lindas e pequenas flores vermelhas num cacho de espinhos
Pegue com cuidado
Ou deixe quieta
Para que ela sobreviva sem feridas.
Alexandre Lucas
Sair com o coração amputado, mas sair
Ganhei um livro inteiro de Maiakóvski para tomar com cappuccino
Com todas as quebras e quedas
Que compõe a sua poesia ácida
Árida,
A sua poesia vida
Veio a massagem
Como curativo da alma
Antes de desmoronar
devore poemas Maiakóvskianos e insulte o vento
Para que ele decomponha
a tristeza em partículas imensuráveis.
Alexandre Lucas
Meus olhos tremem
Não é um ensaio de delicadeza
Os dentes se juntam
Como bicho que precisa gritar
Escuto o barulho do silêncio
Os carros transitam com seus motores na minha cabeça
Leio um poema agressivo
Que mata o amanhã
Defino o horizonte sem lágrimas
Por hoje a ternura só começa amanhã
A terra precisa de adubo
Um corte sangra
É tempo de esperar
O corte sarar.
Alexandre Lucas
Plenamente nunca sou
Os baralhos na mesa
São cartas curtas de histórias inventadas
Como poemas de açúcar
Tem vida curta
Depois de toneladas adocicadas de afeto, todas com prazo de validade vencida
Sempre desconfiamos
Plenamente.
Alexandre Lucas
A verdade é uma mentira que faz bem
Hoje esmagarei o lirismo
As flores não mucharam
Antes disso tocarei fogo
Encherei uma garrafa de Maiakóvski
E me embriagarei das mentiras mais verdadeiras
Serei curto e direto
Afaste-se
aqui resta fogo
E uma carne ferida
Dos açoites
até daqueles com rosas
Carregadas de fino espinho
Hoje é dia de ficar deitado sem encontrar respostas
De jantar sem luz de vela
De mastigar sem vontade
De arrotar no meio da praça
De chutar todas as latas
De beber toda a lucidez
De trepar com a dor sem nenhum amor
De cuspir na sala
De escrever desaforos
Aguarde
Quando tudo explodir
Um novo verso mentiroso sairá rasgando a felicidade alheia.
Alexandre Lucas
O tempo frio, a chuva massageia a vontade de sonhar
Escancaro lentamente um som instrumental
Fecho os olhos para escrever um poema cacheado
Ele vem Afrodite
Dançando como uma folha ao vento
Abro a porta e deixo os brilhos rodopiarem
Fitas de cetim se cacheiam na ventania dos desejos
E um pássaro anuncia pelos céus a alegria de voar
Alexandre Lucas
O que será de nós?
Pouco me importa!
Quero provar da maçã
Enquanto tenho fome e ela não se estraga
Quero sentir a mordida que transcede meus sentidos
Sentar na praça e escutar o som dos pássaros
Brincar com as crianças
E sentir a leveza dos sorrisos
Sentir a tua boca pronunciar desejos
Andar lado a lado nas trincheiras de luta
Bordar flores a cada encontro
Fincar presença em cada choro
Ajuntar sonhos
Se nada disso acontecer
Não culparemos a tentativa.
Alexandre Lucas
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Que os pássaros tivessem o canto dos teus gemidos
Para enfeitiçar as manhãs
Essas tuas mãos se fazem asas no meu corpo
faz me voar
E sentir o sumo
Fervilhante das tuas entranhas
Engole-me com a selvageria necessária de carinho
E depois olha para os céus e brinca com as estrelas que se fazem tão perto.
Para enfeitiçar as manhãs
Essas tuas mãos se fazem asas no meu corpo
faz me voar
E sentir o sumo
Fervilhante das tuas entranhas
Engole-me com a selvageria necessária de carinho
E depois olha para os céus e brinca com as estrelas que se fazem tão perto.
Alexandre Lucas
Que os pássaros tivessem o canto dos teus gemidos
Para enfeitiçar as manhãs
Essas tuas mãos se fazem asas no meu corpo
faz me voar
E sentir o sumo
Fervilhante das tuas entranhas
Engole-me com a selvageria necessária de carinho
E depois olha para os céus e brinca com as estrelas que se fazem tão perto.
Para enfeitiçar as manhãs
Essas tuas mãos se fazem asas no meu corpo
faz me voar
E sentir o sumo
Fervilhante das tuas entranhas
Engole-me com a selvageria necessária de carinho
E depois olha para os céus e brinca com as estrelas que se fazem tão perto.
Alexandre Lucas
A chuva faz canção na imaginação
Dois corpos se tocam
O prazer fervilha
Enquanto os céus choram
Suamos com a delicadeza
Do encaixe
No ritmo e na sintonia nos fazemos erupção sorridente.
Dois corpos se tocam
O prazer fervilha
Enquanto os céus choram
Suamos com a delicadeza
Do encaixe
No ritmo e na sintonia nos fazemos erupção sorridente.
Alexandre Lucas
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Adeus é escrever com uma faca
Um poema de Maiakovski no pescoço
A palavra que brotará da garganta sairá furiosa
Para remoer os redemoinhos da vida
Adeus é um poema
Que grita
Que sangra
Adeus é uma poema esquecido no quarto vazio de uma exposição dolorosa.
Um poema de Maiakovski no pescoço
A palavra que brotará da garganta sairá furiosa
Para remoer os redemoinhos da vida
Adeus é um poema
Que grita
Que sangra
Adeus é uma poema esquecido no quarto vazio de uma exposição dolorosa.
Alexandre Lucas
Segue viajem
Entre um aborto e outro
Não se brota flores
Das dores da vida se escolhe aquela que se quer
Existe aquelas menores e outras maiores
Com uma dor temos que casar
Não para a vida eterna
Talvez para fazer florir primaveras.
Entre um aborto e outro
Não se brota flores
Das dores da vida se escolhe aquela que se quer
Existe aquelas menores e outras maiores
Com uma dor temos que casar
Não para a vida eterna
Talvez para fazer florir primaveras.
Alexandre Lucas
Não sou o pão da esquina
Que está ali para ser comprado e comido
Ou só comido, como arroz e feijão
Não venha me passar manteiga
E encher o bucho
E depois virar de lado
Jogando uns trocados
O pão da esquina fica parado
Para ser bulinado
Enquanto gente
Pinota, dar cambalhotas e goza
Grita e chora, recua e diz não
Gente, não é pão!
Que está ali para ser comprado e comido
Ou só comido, como arroz e feijão
Não venha me passar manteiga
E encher o bucho
E depois virar de lado
Jogando uns trocados
O pão da esquina fica parado
Para ser bulinado
Enquanto gente
Pinota, dar cambalhotas e goza
Grita e chora, recua e diz não
Gente, não é pão!
Alexandre Lucas
Surge o nascimento de braços
Alumiados de esperança
em cada casa sem chaminé
nos sacos vazios
de uma vida inteira
Em cada Jesus sem Nazaré que já nasce crucificado
Não haverá trenós, nem barrigudos do consumo
Nem ceia farta para um único dia
Quando cada castelo for ocupado,
A comida deixar de ser uma preocupação constante
A felicidade não ter placas de venda em cada esquina
E a confraternização ficar impossibilitada de ser orquestra artificial
Defumando ilusões
Nem o natal capital, nem migalhas de caridade
Quando o povo tiver que mendigar a felicidade,
Em doses homeopáticas
De apatia humanitária.
Alexandre Lucas
Alumiados de esperança
em cada casa sem chaminé
nos sacos vazios
de uma vida inteira
Em cada Jesus sem Nazaré que já nasce crucificado
Não haverá trenós, nem barrigudos do consumo
Nem ceia farta para um único dia
Quando cada castelo for ocupado,
A comida deixar de ser uma preocupação constante
A felicidade não ter placas de venda em cada esquina
E a confraternização ficar impossibilitada de ser orquestra artificial
Defumando ilusões
Nem o natal capital, nem migalhas de caridade
Quando o povo tiver que mendigar a felicidade,
Em doses homeopáticas
De apatia humanitária.
Alexandre Lucas
Escreve no meu corpo e guarda segredo
Esquece os jornais
notícia no meu ouvido
O teu release de prazer
A matéria terá argumentos
E sairá quentinha
eu e você na redação
Escrevendo narrativas
Deliciosas nas páginas da pele
E leituras reviradas
De afetos e temperos singulares.
Alexandre Lucas
Esquece os jornais
notícia no meu ouvido
O teu release de prazer
A matéria terá argumentos
E sairá quentinha
eu e você na redação
Escrevendo narrativas
Deliciosas nas páginas da pele
E leituras reviradas
De afetos e temperos singulares.
Alexandre Lucas
Era apenas um sonho
Uma parede verde falava
Sem nenhuma palavra
Os beijos eram gemidos
E parecia um blues
Os dedos se faziam pirulitos
E o corpo traquinava de felicidade
Ninguém queria acordar
Como em todo sonho bom.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Teu corpo desfila
em meus pensamentos
A parede aguarda
tuas mãos para o alto
Nada de assalto,
quando existe reciprocidade
Entre línguas e
versos,
rolaria pela cidade e em cada reduto teu
Na mesa
desbulharia a vida e sua flor rosada
Encheria de risos,
palavras e gozos
Na certeza que o
outro ser
Não empacotou nas prateleiras
do supermercado.
Alexandre Lucas
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Aquela canção foi cantada com versos quebrados
Com ritmo sem compasso
E de tão quente, tudo se desmoronou
Resta as cinzas dos versos
Para adubar uma canção sem fogo.
Com ritmo sem compasso
E de tão quente, tudo se desmoronou
Resta as cinzas dos versos
Para adubar uma canção sem fogo.
Alexandre Lucas
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Passaram arames por terras e
corpos
Para determinarem donos
Em pedaços privados
Saquearam a liberdade
O livre é sempre um absurdo
Num mundo de terras e sentimentos
perversamente divididos
A maçã nunca foi pecado em terra
sem dono
Que toda posse e prisão na cabeça
faça abolição
Que todas as terras sejam uma só terra para cultivar o amor
E partilhar o pão.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Entre as paredes
Picharia o teu corpo
Com os versos entranhados na
língua
E molhados na memória
Entre as partes que nos cabe e
as paredes
quebraria o silêncio
E cantaria canções gemidas
Em pontes liquidadas de suspiros
Alexandre Lucas
Um chá de alecrim
Ou uns goles de café
Os teus olhos com frases entorpecidas
Tuas mãos decididamente carinhosas
E a mesa pedindo um quarto
E vielas do prazer
logo me visto de você
e nu diálogo com o mundo.
Alexandre Lucas
quinta-feira, 21 de julho de 2016
No quarto
4 por 4 e eu no meio
Apenas
Para respirar sem motores
Atropelos e poeiras.
4 por 4 e eu no meio
Apenas
Para respirar sem motores
Atropelos e poeiras.
Que as lágrimas limpe
As dores que espreme o corpo e a alma
No quarto que me cabe apenas de 4.
As dores que espreme o corpo e a alma
No quarto que me cabe apenas de 4.
Alexandre Lucas
Aceito um café, um corpo e uma poesia
Aceito os delírios da cama
Os lírios coadjuvantes de um gozo
Os braços e a polpa da tua rebeldia
O teu não que é barricada para revolução.
Aceito os delírios da cama
Os lírios coadjuvantes de um gozo
Os braços e a polpa da tua rebeldia
O teu não que é barricada para revolução.
Alexandre Lucas
domingo, 26 de junho de 2016
Que a alma toque canções suaves
Pois o coração pede um baile de borboletas
O tempo terá outros horizontes
O sorriso brotará
E as as luas serão filhas do amor
Pois o coração pede um baile de borboletas
O tempo terá outros horizontes
O sorriso brotará
E as as luas serão filhas do amor
domingo, 10 de abril de 2016
Deixem-me só,
Quando o teu meio foi
o único caminho
E as palavras se
amiudarem
A tal ponto não existirem
Antes do teu corpo e da tua saliência
Prefiro a tua procissão de sapiência
Agora sim, teu corpo nu
Tecido sem protocolos
Alcança as estrelas de olhos fechados
Silêncio:
Uma exploração anuncia: Respirações profundas
Não vista a roupa
Se não ficarei só.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Quando eu estive em prantos
Quero o teu fogo
Não se afaste,
Taque com a tua língua, teu fogo
acalme meu corpo
Enrosque seus gemidos
Em meus delírios.
Depois leia as minhas mãos
E meus olhos descaídos
De te querer
De pranto
Vou querer ser manto.
Quero o teu fogo
Não se afaste,
Taque com a tua língua, teu fogo
acalme meu corpo
Enrosque seus gemidos
Em meus delírios.
Depois leia as minhas mãos
E meus olhos descaídos
De te querer
De pranto
Vou querer ser manto.
Alexandre Lucas
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Ocupa
Entre as distâncias
Um bem querer
De um nível indecifrável
Um pé de doce no caminho
E vidas em feridas abertas
Um olhar de cuidado
Entre teias que se entrelaçam.
Alexandre Lucas
Entre as distâncias
Um bem querer
De um nível indecifrável
Um pé de doce no caminho
E vidas em feridas abertas
Um olhar de cuidado
Entre teias que se entrelaçam.
Alexandre Lucas
sábado, 16 de janeiro de 2016
Que o seu corpo não se estenda na mesa
como carne no prato
Que o seu suspiro não seja de alivio
que suas palavras se alinhavem aos meus sorrisos
e que praça testemunhe a nossa luta e nossos abraços
que as manhãs tenham gosto de noites afetivamente quentes
e que a poesia nunca nos falte, como o pão e a vida.
como carne no prato
Que o seu suspiro não seja de alivio
que suas palavras se alinhavem aos meus sorrisos
e que praça testemunhe a nossa luta e nossos abraços
que as manhãs tenham gosto de noites afetivamente quentes
e que a poesia nunca nos falte, como o pão e a vida.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Queria olhar pra trás e te encontrar
ver os teus olhos como manto
Segurar a tua mão e sair correndo
criando bosques de alegrias
Enquanto isso planto desejos leves
para campos de paz.
Alexandre Lucas
ver os teus olhos como manto
Segurar a tua mão e sair correndo
criando bosques de alegrias
Enquanto isso planto desejos leves
para campos de paz.
Alexandre Lucas
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Nós estamos juntos
Mesmo quando as distância nos impede
de dançar com as nossas
línguas
quando nossos corpos não estão enroscados
Estamos ocupados e
contidos
Mesmo quando os olhos ficam nas lembranças
Você transpira em risos
Estamos juntos contidamente
Em flores descontroladamente leves.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Na luta
Quando o piso for de aço
Plante flores.
Alexandre Lucas
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Ocupa a paisagem dos meus afetos
Com um olhar pedinte
Uma fala de musica
Faz rodopiar brilhos
No território ocupado
Pelos teus braços
Caminhantes de crenças
Companheiras.
Alexandre Lucas
Com um olhar pedinte
Uma fala de musica
Faz rodopiar brilhos
No território ocupado
Pelos teus braços
Caminhantes de crenças
Companheiras.
Alexandre Lucas
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Um dia as flores brotaram
Nos quintais secos
E os pássaros pousaram
Sem receios
Brincaremos no chão
Lançaremos bolas de risos
O tempo exige isso
A companhia da tua boca
e o peso dos sonhos alegres
... o dia se inicia
Brotemos
Antes que a noite
Seja um brilho solitário.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Os gabinetes não enxergam as cores da cidade
As suas janelas não tem olhos
As canetas não escutam os tiros e os tambores ecoando
Os selfies não alimentam o povo
A forme que não cabe dentro dos gabinetes
Só engomam paletós
Nas ruas é que se ensaiam as barbáries e as revoluções.
Mas os gabinetes podem ser antessalas das utopias
Que as ruas sejam os gabinetes do povo
E que os gabinetes sejam amplificadores
Da poesia e da revolução.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Por hora quero me trancafiar
no teu corpo e na tua alma
sem direito a chave ou cadeado
ocupar as noites e os dias
com os brilhos dos teus olhos
falantes de utopia
Por hora, a certeza
de um querer debulhado
em mãos que se chamam.
Alexandre Lucas
no teu corpo e na tua alma
sem direito a chave ou cadeado
ocupar as noites e os dias
com os brilhos dos teus olhos
falantes de utopia
Por hora, a certeza
de um querer debulhado
em mãos que se chamam.
Alexandre Lucas
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Vou cantar para alegrar os teus dias
vou cair no terreiro no teu coração
pra fazer festa e revolução
que sejamos uma bodega
de gentileza a fundo perdido
e piegas será tom da canção que acarinha os dias
em tempos em que a delicadeza entra em procissão.
Alexandre Lucas
sábado, 17 de outubro de 2015
Enquanto a água escorre
Sinto a lembrança da tua boca
Refrescando os meus desejos
Nossas mãos modelando os nossos corpos de carinho
...e esculpindo sorrisos fáceis e leves
Ainda continuo no banho molhado pelas tuas gentilezas.
Alexandre Lucas
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Teu olhar gruda nos meus risos
Como lambe-lambe
que espalha poesia pela cidade
Teu corpo enroscado como papel
colado
Uni sabores e fraternidade
Num desejo ritmado
Em que as aguas que se espalham
E os corpos que se nadam
A invasão do tempo vazio
é ocupada,
ocupemos
e que as nuvens dancem
que elas desapareçam e reapareçam
enquanto nos untamos e
orquestramos a poesia
e as gentilezas se espalham como poeira.
Alexandre Lucas
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Quero ler a tua pele
Eriçada e tuas pronuncias nasais cheias de desejos
Descobrir o teu corpo folheado de sentidos
Acalentar com fogo e flores
Boca, língua e suspiros
Colocar no colo
Embolar-se no chão
Acalmar a respiração
E trocar prosas da vida.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
7 de setembro 2015 - Nativa (índia) é violentada em Montes Claros - MG
Os montes violentos
fardados
em Montes Claros
e a nativa, dona da terra saqueada
chora
debaixo do coturno
seu pescoço vira travesseiro
no ventre do abuso intolerável do poder
adestrados com maestria
chacoalham seus cacetes e seus ódios
para silenciar uma mulher
de corpo pintado
como as suas companheiras guerreiras
que fazem toré para para partilhar a vida
na terra roubada pelos donos dos soldados
fardados
em Montes Claros
e a nativa, dona da terra saqueada
chora
debaixo do coturno
seu pescoço vira travesseiro
no ventre do abuso intolerável do poder
adestrados com maestria
chacoalham seus cacetes e seus ódios
para silenciar uma mulher
de corpo pintado
como as suas companheiras guerreiras
que fazem toré para para partilhar a vida
na terra roubada pelos donos dos soldados
E ai disseram: Eles estão trabalhando
E a mulher humilhada, violentada, desprotegida
ecoa sua dor em mãos que se tecem em sonhos paz,
em tempos de guerra.
ecoa sua dor em mãos que se tecem em sonhos paz,
em tempos de guerra.
Alexandre Lucas
domingo, 6 de setembro de 2015
Que a ordem seja juntar risos
E fazer lençóis para acolher os frios do caminho
Que a ordem seja lembrar o teu sorriso de menina
E do teu reconhecimento de mulher
Que a ordem seja escutar
As tuas sinceras palavras
Como afago e mediação para tua leveza
Que a ordem seja sempre desbravada
E que em cada canto do nosso canto
A ordem seja uma flor de gentileza.
E fazer lençóis para acolher os frios do caminho
Que a ordem seja lembrar o teu sorriso de menina
E do teu reconhecimento de mulher
Que a ordem seja escutar
As tuas sinceras palavras
Como afago e mediação para tua leveza
Que a ordem seja sempre desbravada
E que em cada canto do nosso canto
A ordem seja uma flor de gentileza.
Alexandre Lucas
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Adoce as manhãs com um sorriso esparramado pela alma
Escreva infinitas vezes a palavra liberdade, vontade, fraternidade
Plante no jardim alheio apenas o que for permitido
Desenhe carinho sobre o corpo com a ponta suave das sedas mãos
e sinta cada toque retirando as vestes dolorosas
Escreva versos com olhares pedintes
Com toda a calma, espere o café e a flor desabrochar.
Alexandre Lucas
Escreva infinitas vezes a palavra liberdade, vontade, fraternidade
Plante no jardim alheio apenas o que for permitido
Desenhe carinho sobre o corpo com a ponta suave das sedas mãos
e sinta cada toque retirando as vestes dolorosas
Escreva versos com olhares pedintes
Com toda a calma, espere o café e a flor desabrochar.
Alexandre Lucas
domingo, 23 de agosto de 2015
Quero a mão passeando cuidados,
O olhar pronunciando brilhos
A gentileza trocando gentileza
A companhia fraterna
e o riso afrouxado
para aliviar o aperto da vida
quando ela entra em baderna.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Os dias proliferam a turbulência e a poesia
Medo e perigo parecem cavalgar sempre juntos
O capital estrangula as vozes
Artificializa as flores
Empacota a liberdade em leilões
Cadê a poesia?
Já que a audácia parece nome estranho entre multidões
silenciadas
Alegrias violadas
Entre corpos famintos de sonhos
Sobrará
Lençóis vermelhos e bandeiras
de fogo
Pois o amor, haverá de ser plantado com ousadia
Toda noite e no gingado do dia.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 15 de julho de 2015
A morte pode ser antecipada
Uma corda pode ser nó final
A bala pode destruir todas as barreiras
O gás pode sufocar todas as pressões
O precipício pode ser o lugar do pulo derradeiro
Os comprimidos poderão ser o sono eterno
Prefiro resistir, sambar e chorar.
Amanhã pode ter poesia, riso e afeto
Amanhã pode ter malandragem e sacanagem
Mas pode ter viagem, sol e lua
gente animada, ciranda e bons passos...
não ei de ficar no aguardo
pois da luta quero todos os abraços.
Uma corda pode ser nó final
A bala pode destruir todas as barreiras
O gás pode sufocar todas as pressões
O precipício pode ser o lugar do pulo derradeiro
Os comprimidos poderão ser o sono eterno
Prefiro resistir, sambar e chorar.
Amanhã pode ter poesia, riso e afeto
Amanhã pode ter malandragem e sacanagem
Mas pode ter viagem, sol e lua
gente animada, ciranda e bons passos...
não ei de ficar no aguardo
pois da luta quero todos os abraços.
Alexandre Lucas
terça-feira, 7 de julho de 2015
Preciso sair
Estourar a cabeça
Jogar ovos na parede
Gritar infinitas palavras censuradas
Banhar-me na cascata
Visitar Cuba
E depois volta
Cantando serenatas para
Iniciaar as manhãs...
Estourar a cabeça
Jogar ovos na parede
Gritar infinitas palavras censuradas
Banhar-me na cascata
Visitar Cuba
E depois volta
Cantando serenatas para
Iniciaar as manhãs...
Alexandre Lucas
sexta-feira, 3 de julho de 2015
As vezes penso em desistir de tudo
do relógio que marca um tempo interminável
da grosseria que afoga a alma
da liberdade engaiolada
e do olhar cego que impera nas caras plásticas
Mas me falta coragem
para desistir
prefiro insistir no mundo.
do relógio que marca um tempo interminável
da grosseria que afoga a alma
da liberdade engaiolada
e do olhar cego que impera nas caras plásticas
Mas me falta coragem
para desistir
prefiro insistir no mundo.
Alexandre Lucas
domingo, 21 de junho de 2015
Um dia
Sem uma data marcada
Poderei explodir,
num corpo surrado sem chibatadas
silenciar de uma vez por todas
os martírios dos olhares debochados
Os abusos inseparáveis
A descrença que tens
E a distância que praZERA
Amanhã é tarde ou noite
Deixarei o recardo sem nenhuma palavra
Apenas tenha a certeza que viajei
Não espere, não volto
Deixei alguns versos escritos
Plantei algumas arvores
Poderá fazer sombra, sei lá
Ah, fiz um filho que necessita
criar as suas próprias pernas
Deixei também outros sonhos escritos
que não falam de borboletas que vão a lua
mas de gente que se constrói no sonho e na luta
Um dia sem data marcada não estarei com vocês
Não guardem nada, nem o rancor, nem alegrias
Caiam nas ruas empunhando as bandeiras da produção dividida
Do corpo socializado e do sentimento despossuído
Encha os lares de pão e riso
De beijo e lírios.
Por favor, não esperem!
Alexandre Lucas
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Que boca se derreta em lençóis
Para esquenta os sonhos da noite
E abarcar as estrelas
E fazer do amor
Um mar
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Hoje queria um berço
Pra encolher o meu medo e me fazer mar
Queria sarar e espragatar as borbulhas de tristezas
Queria uma flor e uma criança para alegrar
Um corpo quente pra acolher a cabeça pesada
Um cafuné...e uma solução.
Pra encolher o meu medo e me fazer mar
Queria sarar e espragatar as borbulhas de tristezas
Queria uma flor e uma criança para alegrar
Um corpo quente pra acolher a cabeça pesada
Um cafuné...e uma solução.
Alexandre Lucas
domingo, 7 de junho de 2015
Nos lábios calados
Guardo palavras
Para debulhar felicidade
Entranhar a amizade nos ventos da fraternidade
Caminhar a com a leveza da reciprocidade
sentir a tranquilidade das folhas dançando
Ser inovador pra prazeROSAR
Entranho não são os contos de fadas
Que tem finais sempre
previsíveis...
Estranhos, somos nós de lábios calados
Imersos na antropologia
dos alados.
Alexandre Lucas
Entre mil afazeres de domingo
Passeio dentro de casa
Vestido de calor
Somente de calor
Retirei todas as peças
Que apertavam o meu corpo
Desfilo livre para mim mesmo
e quando penso em sair
me vejo preso
e vestido de pudores
Haverá um dia
Em que caminharemos juntos
Vestidos apenas pelos abraços
E ninguém perceberá
Os traços
De um povo fraternalmente nu
Assim como eram os nativos
Desta terra roubada.
Alexandre Lucas
Hoje pensei na rua da palavra
Aquela ruazinha em que se passa
Lentamente,
em que as paredes estão poesia
e as palavras de todas as cores
Preenche o caminho de alegria
Quero uma rua que não separe
Que o povo se veja
Como parte, como arte
Que perceba na leitura
Uma arma de combate.
Alexandre Lucas
terça-feira, 21 de abril de 2015
Apenas luto
Mesmo quando as alienações imperam
E o capitalismo pousa de boa moça
No seu estilo branco, pseudocrístão e banqueiro
Apenas luto
Quando o opressor tenta me fazer a sua face
Perversa e irresponsável
Mesmo quando as utopias parecem desaparecer
E me roubam o meu sorriso,
E retiram as crianças do meu ser
Resisto
Mesmo de cabeça baixa e de alma soluçando
E de barriga estourando
E de corpo sangrando
Digo não
A subserviência, a opressão e a
Injustiça burguesa de todas as ordens
Podem me retirar tudo
Menos a minha ira
Apesar de tudo, apenas luto.
Alexandre Lucas
Ainda não sei quanto tempo tenho de vida
Nunca sabemos!
Sinto dores na alma e no corpo
Todos sentem!
Prendo-me nas minhas jaulas
E me embriago com o veneno alheio
A barriga explode com o peso da injustiça
Queria esquecer tudo, mas não se esquece da vida
E das infelizes escolhas.
Pode ser que ainda haja tempo
Para sarar as feridas do tempo,
Para construir jardins
Para se encantar com os pássaros livres
E queimar todas as flores artificiais.
Nunca sabemos!
Sinto dores na alma e no corpo
Todos sentem!
Prendo-me nas minhas jaulas
E me embriago com o veneno alheio
A barriga explode com o peso da injustiça
Queria esquecer tudo, mas não se esquece da vida
E das infelizes escolhas.
Pode ser que ainda haja tempo
Para sarar as feridas do tempo,
Para construir jardins
Para se encantar com os pássaros livres
E queimar todas as flores artificiais.
Alexandre Lucas
terça-feira, 24 de março de 2015
Venha me visitar a casa está aberta
Tenho uma mesa que no centro tem uma tigela de oferendas
Cheia de lápis e de cores
Tem café e cafuné
Do lado tem palavras
E aqui tem olhos agradecidos
Quando os desenhos ganham vida
E as gentilezas se espalham pela casa.
Tenho uma mesa que no centro tem uma tigela de oferendas
Cheia de lápis e de cores
Tem café e cafuné
Do lado tem palavras
E aqui tem olhos agradecidos
Quando os desenhos ganham vida
E as gentilezas se espalham pela casa.
Alexandre Lucas
Nossas mãos atrapalhadas derrubavam os copos
Os olhares incontidos querendo se entrelaçar
Os dedos tímidos tecendo caminhos
de toques
Teus lábios vermelhos esbugalhados
Tatuando lembranças de
Um poema quente
de toques suaves.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Desenhe sobre meu corpo
com penas e desejo em fogo
mas antes tomemos sorvete
Coloca-me nos braços dos teus risos
e pronuncia dez mil vezes a palavra gozo.
Alexandre Lucas
com penas e desejo em fogo
mas antes tomemos sorvete
Coloca-me nos braços dos teus risos
e pronuncia dez mil vezes a palavra gozo.
Alexandre Lucas
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Decreto a politica do meu corpo
Ele é meio de produção, de risos leves, dentes afiados e
satisfação
É socialização restrita
É propriedade
exclusiva da minha liberdade.
Não haverá participação popular
Mas a individualidade será fraterna.
E o amor será coletivo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Guarde a sua buceta
Preciso de mãos firmes e companheiras
Palavras convictas e olhos
brilhantes
Risos, antes de qualquer gemido
Pernas para caminhadas e resistências
De um vaso de flor e de cartas de amor
De um passarinho para cantar
livre
De um livro fraterno comungado na
cama
De uma poesia soprada e uma conversa na praça
E após olhamos a alma com lunetas
tua buceta desabrochará como uma flor.
Alexandre Lucas
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Acordar cedinho
Tecer
Fios de pernas e mãos bailarinas
Ficar de olhos fechados
Sentido o entrelaçar
Do corpo quentinho
Molhado com doce
De carinho.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Hoje dois sorvetes bastavam
Um para minha cara e
outro para tua
Detalharia todos os teus contornos
e me abriria de risos
Permita-me dois sorvetes apenas
O tempo esquentou
E com ele o meu corpo
E os meus desejos
tocam fogo.
Alexandre Lucas
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