terça-feira, 25 de agosto de 2015

Adoce as manhãs com um sorriso esparramado pela alma
Escreva infinitas vezes a palavra liberdade, vontade,  fraternidade
Plante no jardim  alheio apenas o que for permitido
Desenhe carinho sobre o corpo com a ponta suave das sedas mãos
e sinta cada toque  retirando as vestes dolorosas
Escreva versos com olhares pedintes
Com toda a calma, espere o café e a flor desabrochar.

Alexandre Lucas

domingo, 23 de agosto de 2015

Quero  a mão passeando cuidados,
O olhar pronunciando brilhos
A gentileza trocando gentileza
A companhia  fraterna
e o riso afrouxado
para aliviar o aperto da vida
 quando ela entra em baderna.


Alexandre Lucas   

quarta-feira, 19 de agosto de 2015



Os dias proliferam  a turbulência e a poesia
Medo  e perigo  parecem cavalgar sempre juntos  
O capital estrangula  as vozes
Artificializa as flores
Empacota a liberdade em leilões
Cadê a poesia?
Já que a  audácia parece nome estranho entre multidões silenciadas
Alegrias violadas
Entre corpos famintos de sonhos
Sobrará
Lençóis vermelhos e bandeiras de  fogo
Pois o amor, haverá  de ser plantado com ousadia  
Toda noite e no gingado do dia.   


Alexandre Lucas 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A morte pode ser antecipada
Uma corda pode ser nó final
A bala pode destruir todas as barreiras
O gás pode sufocar todas as pressões
O precipício pode ser o lugar do pulo derradeiro
Os comprimidos poderão ser o sono eterno
Prefiro resistir, sambar e chorar.
Amanhã pode ter poesia, riso e afeto
Amanhã pode ter malandragem e sacanagem
Mas pode ter viagem, sol e lua
gente animada, ciranda e bons passos...
não ei de ficar no aguardo
pois da luta quero todos os abraços.
Alexandre Lucas

terça-feira, 7 de julho de 2015

Preciso sair
Estourar a cabeça
Jogar ovos na parede
Gritar infinitas palavras censuradas
Banhar-me na cascata
Visitar Cuba
E depois volta
Cantando serenatas para
Iniciaar as manhãs...
Alexandre Lucas

sexta-feira, 3 de julho de 2015

As vezes penso em desistir de tudo
do relógio que marca um tempo interminável
da grosseria que afoga a alma
da liberdade engaiolada
e do olhar cego que impera nas caras plásticas 
Mas me falta coragem
para desistir
prefiro insistir no mundo.

Alexandre Lucas

domingo, 21 de junho de 2015

Um dia
Sem uma data marcada
Poderei explodir,
num corpo surrado sem chibatadas
silenciar de uma vez por todas
os martírios dos olhares debochados
Os abusos inseparáveis
A descrença que tens
E a distância que praZERA
Amanhã é tarde ou noite
Deixarei o recardo sem nenhuma palavra
Apenas tenha a certeza que viajei
Não espere, não volto  
Deixei alguns versos escritos
Plantei algumas arvores
Poderá fazer sombra, sei lá
Ah, fiz um  filho que necessita criar as suas próprias pernas
Deixei também outros sonhos escritos
que não falam de borboletas que vão a lua
mas de gente que se constrói no sonho e na luta  
Um dia sem data marcada não estarei com vocês
Não guardem nada, nem o rancor, nem alegrias
Caiam nas ruas empunhando as bandeiras da produção dividida
Do corpo socializado e do sentimento despossuído
Encha os lares de pão e riso
De beijo e lírios.
Por favor, não esperem!


Alexandre Lucas  

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Que  boca  se derreta em lençóis
Para esquenta os sonhos da noite
E abarcar as estrelas
E fazer do amor
Um mar

Alexandre Lucas 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Hoje queria um berço
Pra encolher o meu medo e me fazer mar
Queria sarar e espragatar as borbulhas de tristezas
Queria uma flor e uma criança para alegrar
Um corpo quente pra acolher a cabeça pesada 
Um cafuné...e uma solução.

Alexandre Lucas

domingo, 7 de junho de 2015

Nos  lábios calados
Guardo palavras
Para debulhar  felicidade
Entranhar a amizade nos ventos da fraternidade
Caminhar a com a leveza da reciprocidade
sentir a tranquilidade das folhas dançando
Ser inovador pra prazeROSAR
Entranho não são os contos de fadas
Que tem  finais sempre previsíveis...
Estranhos, somos nós de lábios calados
Imersos na  antropologia dos alados.  


Alexandre Lucas 

Entre mil afazeres de domingo
Passeio dentro de casa
Vestido de calor
Somente de calor
Retirei todas as peças
Que apertavam o meu corpo  
Desfilo livre para mim mesmo
e quando penso em sair
 me vejo preso
e vestido de pudores
Haverá um dia
Em que caminharemos juntos
Vestidos apenas pelos abraços
E ninguém perceberá
Os traços
De um povo fraternalmente nu
Assim como eram os nativos
Desta terra roubada.  


Alexandre Lucas 


Hoje pensei na rua da palavra
Aquela ruazinha em que se passa
Lentamente,
em que as paredes estão poesia
e as palavras de todas as cores
Preenche o caminho de alegria
Quero uma rua que não separe
Que o povo se veja
Como parte, como arte  
Que perceba na leitura
Uma arma de combate.


Alexandre Lucas   

terça-feira, 21 de abril de 2015

Apenas luto 

Mesmo quando as alienações imperam
E o capitalismo pousa de boa moça 
No seu estilo branco, pseudocrístão e banqueiro
Apenas luto
Quando o opressor tenta me fazer a sua face
Perversa e irresponsável
Mesmo quando as utopias parecem desaparecer
E me roubam o meu sorriso,
E retiram as crianças do meu ser
Resisto
Mesmo de cabeça baixa e de alma soluçando
E de barriga estourando
E de corpo sangrando
Digo não
A subserviência, a opressão e a
Injustiça burguesa de todas as ordens
Podem me retirar tudo
Menos a minha ira
Apesar de tudo, apenas luto.

Alexandre Lucas
Ainda não sei quanto tempo tenho de vida
Nunca sabemos!
Sinto dores na alma e no corpo
Todos sentem!
Prendo-me nas minhas jaulas 
E me embriago com o veneno alheio
A barriga explode com o peso da injustiça
Queria esquecer tudo, mas não se esquece da vida
E das infelizes escolhas.
Pode ser que ainda haja tempo
Para sarar as feridas do tempo,
Para construir jardins
Para se encantar com os pássaros livres
E queimar todas as flores artificiais.

Alexandre Lucas

terça-feira, 24 de março de 2015

Venha me visitar a casa está aberta
Tenho uma mesa que no centro tem uma tigela de oferendas
Cheia de lápis e de cores
Tem café e cafuné
Do lado tem palavras 
E aqui tem olhos agradecidos
Quando os desenhos ganham vida
E as gentilezas se espalham pela casa.
Alexandre Lucas

Nossas mãos atrapalhadas derrubavam os copos
Os olhares incontidos querendo se  entrelaçar
Os dedos tímidos  tecendo caminhos de toques
Teus lábios vermelhos esbugalhados
Tatuando lembranças de
Um poema quente
de toques suaves.


Alexandre Lucas  

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Desenhe sobre meu corpo
com penas e desejo em fogo
mas antes tomemos sorvete
Coloca-me nos braços dos teus risos
e pronuncia dez mil vezes a palavra gozo.

Alexandre Lucas

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Decreto a politica do meu corpo
Ele é meio de produção, de risos leves, dentes afiados e satisfação
É socialização restrita
É  propriedade exclusiva da minha liberdade.    
Não haverá participação popular
Mas a individualidade será fraterna.
E o amor será coletivo.

Alexandre Lucas 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015


Guarde a sua buceta
Preciso  de mãos firmes e companheiras
Palavras convictas e olhos brilhantes
Risos,  antes de qualquer gemido
Pernas para caminhadas e resistências
De um vaso de flor  e de cartas de amor
De um passarinho para cantar livre
De um livro fraterno comungado na cama
 De uma poesia soprada e uma conversa na praça
E após olhamos a alma com lunetas
 tua buceta desabrochará como uma flor.  


Alexandre Lucas 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Acordar cedinho
Tecer
Fios de pernas e mãos bailarinas
Ficar de olhos fechados
Sentido o entrelaçar
Do corpo quentinho
Molhado com doce
De carinho.


Alexandre Lucas 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Hoje dois sorvetes bastavam
Um para  minha cara e outro para tua
Detalharia todos os teus contornos
 e me abriria de risos
Permita-me dois sorvetes apenas
O tempo esquentou
 E com ele o meu corpo
 E os meus desejos tocam fogo.


Alexandre Lucas 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Enquanto esperava o trem
Construir um jardim
Com delicadeza  e promoessas
O trem veio
Tinha que partir
O jardim estava entre os trilhos


Alexandre Lucas 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resta-me tentativas de querer  
Uma noite tranquila,
Um corpo tocando valsas de embriagues
Um verso pronunciado de olhares
 E uma pausa.
A luz apagou
A porta foi derrubada
E sair correndo.

Alexandre Lucas 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


A luta se tece nos sonhos
E em tacos de inquietude se faz a humanidade
a vida sem  pão e  poesia
arrebenta a  sensibilidade
faz flores murchas
 de imensa angustia
A liberdade  pousa em vasilhas
Em gotículas  de ventania.

Alexandre Lucas 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Um dia ainda vamos namorar os olhos
Sem toques, nos tocaremos
Beijaremos vontades,  sem nenhuma língua dançar,
Molharemos a boca de alegria
E faremos dos olhos purpurina
Para rutilar novos tacos de esperança


Alexandre Lucas    

sábado, 24 de janeiro de 2015

Posso escreve mil versos
Nenhum deles será a vida
Não haverá atropelos
Talvez um encontro de palavras desajeitadas
Nenhuma palavra se juntará a outra para suspirar e gozar
Muito menos a palavra com faca em punho esquartejará a outra palavra
A palavra nunca será pobre ou rica, será  palavra
O que seria da vida sem as palavras?
Inquietamente questiono
O que seria das palavras sem a vida?


Alexandre Lucas 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Trago comigo a nudez
Preenchida por peles
Entre flores e carnavais
Entorpeci-me de sabores
Entre camas, surtos e  corpos  
Fiz louvores .  


Alexandre Lucas 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A palavra se entranha em meus sentidos
Alimenta a minha fome incontrolável de carinho
Trago um cigarro de poesia
para sair do silencio do meu eu.  


Alexandre Lucas 

domingo, 18 de janeiro de 2015

As vezes tento plantar flores
No meu e no teu coração,
Noutras falta água para regar os sonhos.
Teimo em plantar flores e construir a revolução
Jardinando a vida, recolho terra entre os dedos, faço lama
Vejo brotar da terra as minhas mãos alinhadas as tuas.


Alexandre Lucas        

sábado, 17 de janeiro de 2015

Uma poesia entre os dedos
Tece um lençol de carinho
Enquanto que acolho o tempo entre palavras miúdas
E entre os dedos recrio a paisagem
Dos olhares risonhos
Navego e o tempo faz tremer as certezas
Navego e faço balsas para encher de lençóis.
Navego no selamento das delicadezas.

Alexandre Lucas

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Tem dias que a casa fica cheia de repleto vazio
São os dias que chuto as  minhas pernas
Para continuar andando
Noutros dias consigo voar e plantar flores nas nuvens


Alexandre Lucas 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Bordei a noite na delicadeza das tuas mãos
Nos teus piscados de olhos e risos encaretados
Dancei com o teu nariz para sentir a tua alma
E o bordado se fez
Ponto a ponto com fios de calma
E embaralhado  entre a brincadeira   e  o encanto
a noite bordada se fez  sonhos.


Alexandre Lucas  

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sem registros é uma mentira 
Guardo apenas a lembrança  do passeio das tuas mãos
um retrato de gentilezas fotografado na memória dos desejos
as estranhezas da vida
o leque dos acontecimentos diferentes  
a vida  é como uma imagem de nuvens
quando menos se espera
 as nuvens inventam outras imagens
que aflora as nossas incertezas.   


Alexandre Lucas 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O tempo  todo do mundo, eu não tenho
Incontável como as estrelas e os sonhos
´É todo tempo do mundo
Tenho prazo
Um prazo de validade
Como comida que se estraga
Como  o tempo incontável
Sigo com prazo variável.


Alexandre Lucas   

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Se eu transasse com o papel
Tocaria leve e pegaria de jeito   
Amassaria  e deixava molhado
Massagearia com palavras desejosas
E apimentadas de carinho e fraternidade

Mas se eu transasse com o papel
Ele não faria nada  
O papel se acabaria
Durante a noite
E pelo dia

O papel não gemeria
O papel não gritaria
O papel não me faria poesia.


Alexandre Lucas  

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sou do Gesso 

Cresci entre rochas e vagões 
Trilhos, areias e mato
Escutei orquestras de cabarés
Vi jogo de bolas e tapas 
Soltei pipas, bilas e traques 
Assisti aos vôos dos urubus 
Sobrevoando carniças e lama
Brinquei no campo sem horizontes 
Ouvir o trem e sentir a trepidação
Bingos, bicicletas, lutas e sonhos
Couros, facas e colas,
Tesouras, panos e revistas
Batuques, Nunchakus e ninjas
carros de flandes e castelos de areia
Porcos, torresmos e gritos
Brigas, rezas e mortes
Amores e conquistas
Corrida no telhado
Quadrilhas e fogueiras
Povoam a paisagem das minhas lembranças
Na beira do Gesso.

Alexandre Lucas


Aprendi nu 

Nunca foi fardado que o conhecimento veio 
Não foi o tênis que tornou o ensino didático 
Muito menos a calça, a meia e a blusa 
Risquei a farda, calcei sandaria e rasguei a calça 
Andei nu 
Deitei-me em cima mesa 
Fiquei em pé em cima da cadeira 
Usei chapéu, 
Sentei no chão
Escrevi palavrão
E desenhei meu sexo na parede
Ao lado da palavra opressão
E mesmo assim aprendi
A compor outra ideia de escola e libertação.

Alexandre Lucas


Quando todas as flores murcharem
Fabricarei os sonhos
Tomarei banho de lagrimas
Para banhar o encardido da alma
Pintarei o sol, o rosto e as angústias
Ficarei de frente para o espelho 
Remexendo a cara
Para espantar a cara severa
E fazer dar dor uma porção de primavera.

Alexandre Lucas

Não nego, a vida é áspera
Insisto em viver 
Em andar de mãos dadas
De escrever poesias com o corpo 
Conversar sobre fraternidade 
Cutucar a parede cinza
Acreditar nas primaveras 
E saber das outras estações 
Sentir o vento dos suspiros 
E a brisa das praças 
O lambuzar dos sorvetes e o algodão dos sonhos
Não nego, insisto em acreditar.

Alexandre Lucas

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Não me calo diante do teu olhar
Escrevo em mim desejos
E pronuncio vontades
O teu corpo a mim colado
Em comunhão de partilha
Nossas mãos entre voltas e caricias
Nossas palavras picham a alma
Para acordar a felicidade
Um castelo de chocolate
De creme pintado
Para celebrar o beijo e a fraternidade.

Alexandre Lucas


Teu calor
Entre palavras e olhares
Fazem-se pele-a-pele
Acalanto de sabor
Chocolate com creme
Doce descoberta
Deixo um lençol
Leve e límpido
E a porta da alma aberta
Entre para beijos, voos  e conversas.

Alexandre Lucas


Há alguns dias não contados
Que ultrapassam
Uns montantes  de 365 dias
Encontrei pelas ruas,  pelas praças
Um olhar possivelmente tecido com irmãs
Uma espécie de rosa ainda em botão
Que como a luz desaparecia inesperadamente
Em todos os encontros não marcados
Em que nos cruzávamos em caminhos silenciosos
e entre palavras fortes e entonação de rebeldia
reencontro o olhar de irmã
 que em segundos, como em  todas as vezes, desaparecia
deixando um desejo de descoberta
De forma inesperada...
Aquele botão com olhar pujante  
Vem
se aflora
e cantarola  palavras que  nos fazem dançar, é música
e ai vamos,  como numa valsa nos  debulhando.  

Alexandre Lucas

terça-feira, 15 de abril de 2014


Acordei desejoso como em todas as manhãs
Tateando as lembranças que me levam a ti
Vendo teus olhinhos como bolas de cristal
Minha alma clama a tua incorporação
Para que o sorriso venha leve e avoante
Para  que as manhãs tenha sabor, canto e felicidade.

Alexandre Lucas  

Que os nossos  encontros aflorem ramalhetes   de carinho
Que tua boca seja  chamas e pronuncie  conforto
Que as tuas mãos  cinjam os rasgos da alma
Que os nossos olhares terçam desejos e certezas
Que os nossos corpos se encaixem numa companhia de palavras
Que sejamos cremes, flocos e chocolates
Sonhos, verdades e poesias.  

Alexandre Lucas

Devoro-me de vontade
Para abrir  os caminhos com foices de flores
Soprar no teu ouvido suspiros
Declarar  que a poesia se faz perfume e embriagues
Quando estamos contidos no mesmo frasco,
Envolvidos entre cheiros, traços e tratos.

Alexandre Lucas     

sábado, 1 de fevereiro de 2014

E o trabalhador criou sonhos e calos,
Entrou pela brecha apertada da engrenagem
Depositou-se na mesa da concorrência
E por migalhas, míseros  e infelicidade
Retalhou-se em carnes Podres e frágeis
Entre sangues e suores
Temperou a sua ira
Cuspiu no matadouro capital
Estraçalhou a propriedade privada
E fez da vida uma maquina coletivizada.

Alexandre Lucas  


Insisto em dizer verdades inacreditáveis
Recebi uma facada que nenhum furo fez 
Perdi-me dentro do banheiro e nunca me achei 
Seguei-me com um ramalhete de flores 
Depois escrevi uma poesia 
Que de tão longa demorou 35 anos 
Li a poesia, cair no sono 
e continuei acreditando em todas as minhas verdades.

Alexandre Lucas

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Poeminha de olhos piscantes 

Acendendo as luzes do encontro 
Rutila a profundidade do teu olhar 
Que abraça sem tocar 
Relampeia faceiro 
Rodopia no meu pomar 
E festa no terreiro 
Para com o carinho dançar. 

Alexandre Lucas

A casa ficou revirada 
Teus pés derrubou tudo 
O santo, a mesa, a cama e o teu juízo. 
Nossas roupas ficaram espalhadas como confetes no chão
Trocamos gentilezas por toda intensidade e extremidade da casa 
E os mais doces sorrisos foram esbugalhados
revire e me avesse, sem pedir licença
A porta foi derrubada e a casa está aberta. 

Alexandre Lucas

Eu que sou devoto do prazer 
Faço romaria para santa Eva 
Pecadora bendita 
Ativista das maçãs 
Oradora dos convencimentos 
Faz de mim instrumento 
De vossa satisfação.

Alexandre Lucas

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Não rasguei nada,  
Retirei com toda delicadeza as peças dos teus pudores
Teu corpo molhado esbanjado vontades
Escorregou sobre os dias
Entre bandeiras vermelhas e maçãs insaciáveis
Tecemos carícias, beijos e poesias.

Alexandre Lucas    


Coma-me
Com todas as preces,
Enterra todas as pressas  
Quero-te faminta
Gasguita e com ferocidade doce
Desvendado sabores
Olhares e louvores.

Alexandre   

Entre a boca a desmedida língua
Fazendo travessia 
Malabares de prazer 
Enredos e poesia
Dançarina 
Balanceia sonhos, cambaleia olhos 
Atrevida que faz jorrar a vida. 

Alexandre Lucas

Se eu morrer hoje 
Fica algumas palavras e algumas lágrimas 
Uns versos de vida inacabados 
Alguns amores rebeldes e avoantes 
Recheados de ternura e fraternidade 
Deixarei minhas dores e minhas sandálias 
De couro para tecer novos caminhos
Permanecerão os sonhos 
uns do tamanho da vida, 
Infinitamente imensurável 
Outros tão pequenos 
Que caberiam em qualquer sala
Que não precisaria ser minha 
Bastaria ter apenas a certeza 
Que na Salinha poderia depositar todos os meus sonhos 
Sem nenhum olhar estranho. 
Se (e se) eu morrer hoje 
Não guardarei nenhuma certeza 
Morto não tem certeza
Mas enquanto vivo, sinto dores e olhares estranhos
Meu corpo labuta, minha mente se espatifa
E mesmo zonzo e esbofeteado pela realidade
Vômito as palavras que se engasgam 
Crendo que amanhã haverá poesia e crianças brincando no pátio da minha alma. 

Alexandre Lucas 


Ando em terras próximas
Aconchegado pela saudade 
E pelas noticias raras. 
Percorro os meus caminhos
Cantando amores de passarinho 
Para que as vielas do coração 
Não se apetem 
Com fios de opressão 

Alexandre Lucas

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

É natal, 
Tudo está vermelho, 
o teu sutiã bordado de ouro 
e tua calcinha de alguns dedos 
tua boca deliberadamente vermelha 
e essa deliciosa maçã fincada nos teus caminhos
hoje é dia partilha e estamos fartos de sonhos
a casa vermelha, incendeia e nós nos ceiamos. 

Alexandre Lucas

Para os meus/minhas camaradas de luta... 

Enquanto você se desespera em desaforos 
Eu planto um pé-de-feijão 
Enquanto você bate bum, bate bum , bate bum, bate um , bate bum 
Eu faço uma canção 
Enquanto faz seca 
Preparo a terra com várias mãos 
Afiadas de desejos 
Para adubar a vida 
E construir a revolução. 

Alexandre Lucas

Meu corpo arqueia em delírios 
Ao pensar no teu toque
Acho-me em tua boca
Pele 
Coxa 
Seio 
Ventre 
E no teu gosto gemido 
Entre línguas e pedidos 
Adentro no teu espaço 
Cedido para encontrar com a lua, às estrelas e dançar com o sol. 

Alexandre Lucas

Engula-me com vontade 
Somente me inclua 
Quando se fizer mar dentro de ti 
E teus olhos brilharem como cristal
teus dentes morderem teus lábios
e teus braços quiserem a performance dos meus abraços. 

Alexandre Lucas


Enquanto chove 
Pingo sobre a pele o nosso deleite 
Teus olhos cansados pedem silêncio 
Teu corpo ainda trepida 
Entre pausas e gemidos 
Leves sorrisos 
E um lençol de gozo queridos. 

Alexandre Lucas
É natal, 
Tudo está vermelho, 
o teu sutiã bordado de ouro 
e tua calcinha de alguns dedos 
tua boca deliberadamente vermelha 
e essa deliciosa maçã fincada nos teus caminhos
hoje é dia partilha e estamos fartos de sonhos
a casa vermelha, incendeia e nós nos ceiamos. 

Alexandre Lucas

Para os meus/minhas camaradas de luta... 

Enquanto você se desespera em desaforos 
Eu planto um pé-de-feijão 
Enquanto você bate bum, bate bum , bate bum, bate um , bate bum 
Eu faço uma canção 
Enquanto faz seca 
Preparo a terra com várias mãos 
Afiadas de desejos 
Para adubar a vida 
E construir a revolução. 

Alexandre Lucas

Meu corpo arqueia em delírios 
Ao pensar no teu toque
Acho-me em tua boca
Pele 
Coxa 
Seio 
Ventre 
E no teu gosto gemido 
Entre línguas e pedidos 
Adentro no teu espaço 
Cedido para encontrar com a lua, às estrelas e dançar com o sol. 

Alexandre Lucas

Engula-me com vontade 
Somente me inclua 
Quando se fizer mar dentro de ti 
E teus olhos brilharem como cristal
teus dentes morderem teus lábios
e teus braços quiserem a performance dos meus abraços. 

Alexandre Lucas


Enquanto chove 
Pingo sobre a pele o nosso deleite 
Teus olhos cansados pedem silêncio 
Teu corpo ainda trepida 
Entre pausas e gemidos 
Leves sorrisos 
E um lençol de gozo queridos. 

Alexandre Lucas

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

E nossas vozes de cantos gemidos
Massagearam a madrugada
Em  suculenta sedução
Tocar os céus e sentir o sol do teu fogo
As tuas lambidas de massagem vibrantes
E tua respiração descontrolada
Aclama o teu revirar de olhos
Em curto-circuito de sorridente orgasmo.

Alexandre Lucas   

Que os corpos possam bailar
Na leveza das almas
Que os braços se façam abraços
E que a pele se toque como visgo
E que a vida se refaça
Na composição do aconchego
dos teus encantos.

Alexandre Lucas  

Teu peito severamente bicudo de prazer
Deleita sobre o teu decote franzino
Debulhado  vai sendo modelando
Em ponta de língua
E a casa se desfaz
E a noite sussurra  no encontro da alvorada.

Alexandre Lucas    

Enquanto no corredor
Cruzavam pessoas 
Estava ali sentada de pernas cruzadas
Friccionadas, em ponto de fervor 
lendo um poema erótico 
Que desenhava em palavras 
O desejo de dedilhar
De pensar em abusar
E de nos lambuzar 
Sentir sem cessar 
A tua voracidade 
Em te saborear 
Assim o poema acabar 
apavorado de desejo. 

Alexandre Lucas

Contigo, contigo, contigo, contigo e contigo 
Criei os mais sofisticados sonhos, construir casas e jardins 
Planejei uma primavera infinita 
De tão doce e envolvente o amor 
Peguei na argamassa para fazer cada tijolo 
De tão meloso fiz tijolos de mel
E no primeiro inverno o doce se espalhou pelo mundo
Como um poema de açúcar. 

Alexandre Lucas

Sinto a tua língua presente
Na racionalidade de teu prazer insano 
O decote das tuas vontades foi rasgado
Põe-se nua e decisiva, 
Agasalha freneticamente minha metade 
Trêmula e insaciada 
Galopa até as estrelas. 

Alexandre Lucas

Na calmaria da noite quente
Os pudores desejaram
A nudez da sacanagem 
Selvagem ,
A carícia firme do teu mexido 
Tua voz compassada e despolida 
A palpitação do teu gozo
O teu coração e o teu gemido 
Delicioso. 

Alexandre Lucas

Sinto a tua língua presente
Na racionalidade de teu prazer insano 
O decote das tuas vontades foi rasgado
Põe-se nua e decisiva, 
Agasalha freneticamente minha metade 
Trêmula e insaciada 
Galopa até as estrelas. 

Alexandre Lucas

Debulhar com cuidado e sem pressa
Cada botão do contorno do teu corpo 
Sentir a profundeza da tua respiração 
E o abraço dos teus olhos 
A tua pele doce sendo percorrida
A língua sendo navegante 
No êxtase da cumplicidade 
Desaguados nos caminhos do amor

Alexandre Lucas

Os planos se desmancham
A noite passa... Como se não quisesse terminar 
O pranto é o único aliado
O silencio goteja lágrimas 
Chove aqui dentro
Lá fora está tudo seco...
As esperanças rastejam 
Por hoje. 

Alexandre Lucas

Qualquer som irrita
Quando a flor está rasgada na pele 
Quando o cansaço se alojar como bala no peito 
Quando todos se fazem neutros, 
E você só enxerga cinza, 
A casa se torna imensa 
Tal qual a solidão do seu universo 
Tudo é motivo de inquietação
Até mesmo o mexido do vento
Em tempos de calor. 

Alexandre Lucas

A minha morte é tão viva
Que desisto de carregar o peso 
de esquecer o fardo...
de insistir com a gentilezas 
que confunde as cabeças
a morte é tão dura 
que sigo como Pau-d’arco
duro e vegetal.
Mas há de ter outro dia 
Em que gentileza não confunda 
Que a fraternidade seja um bem comum 
e a verdade seja imperativa, não um temor 
E as flores nunca tenham a beleza plástica
E o carinho não tenha propriedade 
Que as casas sejam povoados de sonhos e de gente 
Assim a vida será tão viva. 

Alexandre Lucas

Amanhã eu posso está morto 
Serei mais um silva 
Na fila Severina 
Meus diamantes que nunca tive 
Estão empoeirados de uma labuta sem fim
O horizonte está embaçado
Os olhos estão ardendo de sal e água
A única luz que vejo é a do poste na minha frente 
A noite está sagrando 
E parece mentir 
A poesia pode amanhecer cinza
E o Poeta mudo
E a casa lavada de sonhos e tomentos. 

Alexandre Lucas

O tempo está quente 
Teu meio parece uma nascente 
Que molha tuas bocas E Acaricia o olhar, o nosso sentir 
Olhos que se envolvem corpos que se penetram 
E deliciosamente se acariciam
Em diálogos ensolarados. 

Alexandre Lucas


Desculpe, os meus desejos sentem fome
Minha língua aguarda tua massagem
Meu corpo quer tuas marcas
Uiva palavras doces e libertárias
mas desprolonga a fome gritante da minha alma. 

Alexandre Lucas