Desenhe sobre meu corpo
com penas e desejo em fogo
mas antes tomemos sorvete
Coloca-me nos braços dos teus risos
e pronuncia dez mil vezes a palavra gozo.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Decreto a politica do meu corpo
Ele é meio de produção, de risos leves, dentes afiados e
satisfação
É socialização restrita
É propriedade
exclusiva da minha liberdade.
Não haverá participação popular
Mas a individualidade será fraterna.
E o amor será coletivo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Guarde a sua buceta
Preciso de mãos firmes e companheiras
Palavras convictas e olhos
brilhantes
Risos, antes de qualquer gemido
Pernas para caminhadas e resistências
De um vaso de flor e de cartas de amor
De um passarinho para cantar
livre
De um livro fraterno comungado na
cama
De uma poesia soprada e uma conversa na praça
E após olhamos a alma com lunetas
tua buceta desabrochará como uma flor.
Alexandre Lucas
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Acordar cedinho
Tecer
Fios de pernas e mãos bailarinas
Ficar de olhos fechados
Sentido o entrelaçar
Do corpo quentinho
Molhado com doce
De carinho.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Hoje dois sorvetes bastavam
Um para minha cara e
outro para tua
Detalharia todos os teus contornos
e me abriria de risos
Permita-me dois sorvetes apenas
O tempo esquentou
E com ele o meu corpo
E os meus desejos
tocam fogo.
Alexandre Lucas
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Enquanto
esperava o trem
Construir
um jardim
Com
delicadeza e promoessas
O trem
veio
Tinha
que partir
O jardim
estava entre os trilhos
Alexandre
Lucas
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Resta-me tentativas de
querer
Uma noite tranquila,
Um corpo tocando valsas
de embriagues
Um verso pronunciado de
olhares
E uma pausa.
A luz apagou
A porta foi derrubada
E sair correndo.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
A luta se tece nos
sonhos
E em tacos de
inquietude se faz a humanidade
a vida sem pão e poesia
arrebenta a sensibilidade
faz flores murchas
de imensa angustia
A liberdade pousa em vasilhas
Em gotículas de ventania.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Um dia ainda vamos
namorar os olhos
Sem toques, nos
tocaremos
Beijaremos vontades,
sem nenhuma língua dançar,
Molharemos a boca de
alegria
E faremos dos olhos
purpurina
Para rutilar novos
tacos de esperança
Alexandre Lucas
sábado, 24 de janeiro de 2015
Posso escreve mil versos
Nenhum deles será a vida
Não haverá atropelos
Talvez um encontro de palavras desajeitadas
Nenhuma palavra se juntará a outra para suspirar e gozar
Muito menos a palavra com faca em punho esquartejará a outra
palavra
A palavra nunca será pobre ou rica, será palavra
O que seria da vida sem as palavras?
Inquietamente questiono
O que seria das palavras sem a vida?
Alexandre Lucas
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Trago comigo a nudez
Preenchida por peles
Entre flores e carnavais
Entorpeci-me de sabores
Entre camas, surtos e corpos
Fiz louvores .
Alexandre Lucas
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
A palavra se entranha
em meus sentidos
Alimenta a minha fome
incontrolável de carinho
Trago um cigarro de
poesia
para sair do silencio do
meu eu.
Alexandre Lucas
domingo, 18 de janeiro de 2015
As vezes tento plantar flores
No meu e no teu coração,
Noutras falta água para regar os sonhos.
Teimo em plantar flores e construir a revolução
Jardinando a vida, recolho terra entre os dedos, faço lama
Vejo brotar da terra as minhas mãos alinhadas as tuas.
Alexandre Lucas
sábado, 17 de janeiro de 2015
Uma poesia entre os
dedos
Tece um lençol de carinho
Enquanto que acolho o tempo entre palavras miúdas
E entre os dedos recrio a paisagem
Dos olhares risonhos
Navego e o tempo faz tremer as certezas
Navego e faço balsas para encher de lençóis.
Navego no selamento das delicadezas.
Alexandre Lucas
Tece um lençol de carinho
Enquanto que acolho o tempo entre palavras miúdas
E entre os dedos recrio a paisagem
Dos olhares risonhos
Navego e o tempo faz tremer as certezas
Navego e faço balsas para encher de lençóis.
Navego no selamento das delicadezas.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Tem dias que a casa fica cheia de repleto vazio
São os dias que chuto as minhas pernas
Para continuar andando
Noutros dias consigo voar e plantar flores nas nuvens
Alexandre Lucas
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Bordei a noite na delicadeza das tuas mãos
Nos teus piscados de olhos e risos encaretados
Dancei com o teu nariz para sentir a tua alma
E o bordado se fez
Ponto a ponto com fios de calma
E embaralhado entre a
brincadeira e o
encanto
a noite bordada se fez sonhos.
Alexandre Lucas
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Sem registros é uma mentira
Guardo apenas a lembrança
do passeio das tuas mãos
um retrato de gentilezas fotografado na memória dos desejos
as estranhezas da vida
o leque dos acontecimentos diferentes
a vida é como uma
imagem de nuvens
quando menos se espera
as nuvens inventam
outras imagens
que aflora as nossas incertezas.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
O tempo todo do mundo,
eu não tenho
Incontável como as estrelas e os sonhos
´É todo tempo do mundo
Tenho prazo
Um prazo de validade
Como comida que se estraga
Como o tempo
incontável
Sigo com prazo variável.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Se eu transasse com o papel
Tocaria leve e pegaria de jeito
Amassaria e deixava molhado
Massagearia com palavras desejosas
E apimentadas de carinho e fraternidade
Mas se eu transasse com o papel
Ele não faria nada
O papel se acabaria
Durante a noite
E pelo dia
O papel não gemeria
O papel não gritaria
O papel não me faria poesia.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Sou do Gesso
Cresci entre rochas e vagões
Trilhos, areias e mato
Escutei orquestras de cabarés
Vi jogo de bolas e tapas
Soltei pipas, bilas e traques
Assisti aos vôos dos urubus
Sobrevoando carniças e lama
Brinquei no campo sem horizontes
Ouvir o trem e sentir a trepidação
Bingos, bicicletas, lutas e sonhos
Couros, facas e colas,
Tesouras, panos e revistas
Batuques, Nunchakus e ninjas
carros de flandes e castelos de areia
Porcos, torresmos e gritos
Brigas, rezas e mortes
Amores e conquistas
Corrida no telhado
Quadrilhas e fogueiras
Povoam a paisagem das minhas lembranças
Na beira do Gesso.
Alexandre Lucas
Aprendi nu
Nunca foi fardado que o conhecimento veio
Não foi o tênis que tornou o ensino didático
Muito menos a calça, a meia e a blusa
Risquei a farda, calcei sandaria e rasguei a calça
Andei nu
Deitei-me em cima mesa
Fiquei em pé em cima da cadeira
Usei chapéu,
Sentei no chão
Escrevi palavrão
E desenhei meu sexo na parede
Ao lado da palavra opressão
E mesmo assim aprendi
A compor outra ideia de escola e libertação.
Alexandre Lucas
Cresci entre rochas e vagões
Trilhos, areias e mato
Escutei orquestras de cabarés
Vi jogo de bolas e tapas
Soltei pipas, bilas e traques
Assisti aos vôos dos urubus
Sobrevoando carniças e lama
Brinquei no campo sem horizontes
Ouvir o trem e sentir a trepidação
Bingos, bicicletas, lutas e sonhos
Couros, facas e colas,
Tesouras, panos e revistas
Batuques, Nunchakus e ninjas
carros de flandes e castelos de areia
Porcos, torresmos e gritos
Brigas, rezas e mortes
Amores e conquistas
Corrida no telhado
Quadrilhas e fogueiras
Povoam a paisagem das minhas lembranças
Na beira do Gesso.
Alexandre Lucas
Aprendi nu
Nunca foi fardado que o conhecimento veio
Não foi o tênis que tornou o ensino didático
Muito menos a calça, a meia e a blusa
Risquei a farda, calcei sandaria e rasguei a calça
Andei nu
Deitei-me em cima mesa
Fiquei em pé em cima da cadeira
Usei chapéu,
Sentei no chão
Escrevi palavrão
E desenhei meu sexo na parede
Ao lado da palavra opressão
E mesmo assim aprendi
A compor outra ideia de escola e libertação.
Alexandre Lucas
Quando todas as flores murcharem
Fabricarei os sonhos
Tomarei banho de lagrimas
Para banhar o encardido da alma
Pintarei o sol, o rosto e as angústias
Ficarei de frente para o espelho
Remexendo a cara
Para espantar a cara severa
E fazer dar dor uma porção de primavera.
Alexandre Lucas
Fabricarei os sonhos
Tomarei banho de lagrimas
Para banhar o encardido da alma
Pintarei o sol, o rosto e as angústias
Ficarei de frente para o espelho
Remexendo a cara
Para espantar a cara severa
E fazer dar dor uma porção de primavera.
Alexandre Lucas
Não nego, a vida é áspera
Insisto em viver
Em andar de mãos dadas
De escrever poesias com o corpo
Conversar sobre fraternidade
Cutucar a parede cinza
Acreditar nas primaveras
E saber das outras estações
Sentir o vento dos suspiros
E a brisa das praças
O lambuzar dos sorvetes e o algodão dos sonhos
Não nego, insisto em acreditar.
Alexandre Lucas
Insisto em viver
Em andar de mãos dadas
De escrever poesias com o corpo
Conversar sobre fraternidade
Cutucar a parede cinza
Acreditar nas primaveras
E saber das outras estações
Sentir o vento dos suspiros
E a brisa das praças
O lambuzar dos sorvetes e o algodão dos sonhos
Não nego, insisto em acreditar.
Alexandre Lucas
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Não me calo diante do teu olhar
Escrevo em mim desejos
E pronuncio vontades
O teu corpo a mim colado
Em comunhão de partilha
Nossas mãos entre voltas e caricias
Nossas palavras picham a alma
Para acordar a felicidade
Um castelo de chocolate
De creme pintado
Para celebrar o beijo e a fraternidade.
Alexandre Lucas
Teu calor
Entre palavras e olhares
Fazem-se pele-a-pele
Acalanto de sabor
Chocolate com creme
Doce descoberta
Deixo um lençol
Leve e límpido
E a porta da alma aberta
Entre para beijos, voos e conversas.
Alexandre Lucas
Há alguns dias não contados
Que ultrapassam
Uns montantes de 365 dias
Encontrei pelas ruas, pelas praças
Um olhar possivelmente tecido com irmãs
Uma espécie de rosa ainda em botão
Que como a luz desaparecia inesperadamente
Em todos os encontros não marcados
Em que nos cruzávamos em caminhos silenciosos
e entre palavras fortes e entonação de rebeldia
reencontro o olhar de irmã
que em segundos, como em todas as vezes, desaparecia
deixando um desejo de descoberta
De forma inesperada...
Aquele botão com olhar pujante
Vem
se aflora
e cantarola palavras que nos fazem dançar, é música
e ai vamos, como numa valsa nos debulhando.
Alexandre Lucas
Escrevo em mim desejos
E pronuncio vontades
O teu corpo a mim colado
Em comunhão de partilha
Nossas mãos entre voltas e caricias
Nossas palavras picham a alma
Para acordar a felicidade
Um castelo de chocolate
De creme pintado
Para celebrar o beijo e a fraternidade.
Alexandre Lucas
Teu calor
Entre palavras e olhares
Fazem-se pele-a-pele
Acalanto de sabor
Chocolate com creme
Doce descoberta
Deixo um lençol
Leve e límpido
E a porta da alma aberta
Entre para beijos, voos e conversas.
Alexandre Lucas
Há alguns dias não contados
Que ultrapassam
Uns montantes de 365 dias
Encontrei pelas ruas, pelas praças
Um olhar possivelmente tecido com irmãs
Uma espécie de rosa ainda em botão
Que como a luz desaparecia inesperadamente
Em todos os encontros não marcados
Em que nos cruzávamos em caminhos silenciosos
e entre palavras fortes e entonação de rebeldia
reencontro o olhar de irmã
que em segundos, como em todas as vezes, desaparecia
deixando um desejo de descoberta
De forma inesperada...
Aquele botão com olhar pujante
Vem
se aflora
e cantarola palavras que nos fazem dançar, é música
e ai vamos, como numa valsa nos debulhando.
Alexandre Lucas
terça-feira, 15 de abril de 2014
Acordei desejoso como em todas as manhãs
Tateando as lembranças que me levam a ti
Vendo teus olhinhos como bolas de cristal
Minha alma clama a tua incorporação
Para que o sorriso venha leve e avoante
Para que as manhãs
tenha sabor, canto e felicidade.
Alexandre Lucas
Que os nossos
encontros aflorem ramalhetes de
carinho
Que tua boca seja
chamas e pronuncie conforto
Que as tuas mãos
cinjam os rasgos da alma
Que os nossos olhares terçam desejos e certezas
Que os nossos corpos se encaixem numa companhia de palavras
Que sejamos cremes, flocos e chocolates
Sonhos, verdades e poesias.
Alexandre Lucas
Devoro-me de vontade
Para abrir os caminhos
com foices de flores
Soprar no teu ouvido suspiros
Declarar que a poesia
se faz perfume e embriagues
Quando estamos contidos no mesmo frasco,
Envolvidos entre cheiros, traços e tratos.
Alexandre Lucas
sábado, 1 de fevereiro de 2014
E o trabalhador criou sonhos e calos,
Entrou pela brecha apertada da engrenagem
Depositou-se na mesa da concorrência
E por migalhas, míseros e infelicidade
Retalhou-se em carnes Podres e frágeis
Entre sangues e suores
Temperou a sua ira
Cuspiu no matadouro capital
Estraçalhou a propriedade privada
E fez da vida uma maquina coletivizada.
Alexandre Lucas
Insisto em dizer verdades
inacreditáveis
Recebi uma facada que nenhum furo fez
Perdi-me dentro do banheiro e nunca me achei
Seguei-me com um ramalhete de flores
Depois escrevi uma poesia
Que de tão longa demorou 35 anos
Li a poesia, cair no sono
e continuei acreditando em todas as minhas verdades.
Alexandre Lucas
Recebi uma facada que nenhum furo fez
Perdi-me dentro do banheiro e nunca me achei
Seguei-me com um ramalhete de flores
Depois escrevi uma poesia
Que de tão longa demorou 35 anos
Li a poesia, cair no sono
e continuei acreditando em todas as minhas verdades.
Alexandre Lucas
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Poeminha de olhos piscantes
Acendendo as luzes do encontro
Rutila a profundidade do teu olhar
Que abraça sem tocar
Relampeia faceiro
Rodopia no meu pomar
E festa no terreiro
Para com o carinho dançar.
Alexandre Lucas
A casa ficou revirada
Teus pés derrubou tudo
O santo, a mesa, a cama e o teu juízo.
Nossas roupas ficaram espalhadas como confetes no chão
Trocamos gentilezas por toda intensidade e extremidade da casa
E os mais doces sorrisos foram esbugalhados
revire e me avesse, sem pedir licença
A porta foi derrubada e a casa está aberta.
Alexandre Lucas
Eu que sou devoto do prazer
Faço romaria para santa Eva
Pecadora bendita
Ativista das maçãs
Oradora dos convencimentos
Faz de mim instrumento
De vossa satisfação.
Alexandre Lucas
Acendendo as luzes do encontro
Rutila a profundidade do teu olhar
Que abraça sem tocar
Relampeia faceiro
Rodopia no meu pomar
E festa no terreiro
Para com o carinho dançar.
Alexandre Lucas
A casa ficou revirada
Teus pés derrubou tudo
O santo, a mesa, a cama e o teu juízo.
Nossas roupas ficaram espalhadas como confetes no chão
Trocamos gentilezas por toda intensidade e extremidade da casa
E os mais doces sorrisos foram esbugalhados
revire e me avesse, sem pedir licença
A porta foi derrubada e a casa está aberta.
Alexandre Lucas
Eu que sou devoto do prazer
Faço romaria para santa Eva
Pecadora bendita
Ativista das maçãs
Oradora dos convencimentos
Faz de mim instrumento
De vossa satisfação.
Alexandre Lucas
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Não rasguei nada,
Retirei com toda delicadeza as peças dos teus pudores
Teu corpo molhado esbanjado vontades
Escorregou sobre os dias
Entre bandeiras vermelhas e maçãs insaciáveis
Tecemos carícias, beijos e poesias.
Alexandre Lucas
Coma-me
Com todas as preces,
Enterra todas as pressas
Quero-te faminta
Gasguita e com ferocidade doce
Desvendado sabores
Olhares e louvores.
Alexandre
Entre a boca a desmedida língua
Fazendo travessia
Malabares de prazer
Enredos e poesia
Dançarina
Balanceia sonhos, cambaleia olhos
Atrevida que faz jorrar a vida.
Alexandre Lucas
Fazendo travessia
Malabares de prazer
Enredos e poesia
Dançarina
Balanceia sonhos, cambaleia olhos
Atrevida que faz jorrar a vida.
Alexandre Lucas
Se eu morrer hoje
Fica algumas palavras e algumas lágrimas
Uns versos de vida inacabados
Alguns amores rebeldes e avoantes
Recheados de ternura e fraternidade
Deixarei minhas dores e minhas sandálias
De couro para tecer novos caminhos
Permanecerão os sonhos
uns do tamanho da vida,
Infinitamente imensurável
Outros tão pequenos
Que caberiam em qualquer sala
Que não precisaria ser minha
Bastaria ter apenas a certeza
Que na Salinha poderia depositar todos os meus sonhos
Sem nenhum olhar estranho.
Se (e se) eu morrer hoje
Não guardarei nenhuma certeza
Morto não tem certeza
Mas enquanto vivo, sinto dores e olhares estranhos
Meu corpo labuta, minha mente se espatifa
E mesmo zonzo e esbofeteado pela realidade
Vômito as palavras que se engasgam
Crendo que amanhã haverá poesia e crianças brincando no pátio da minha alma.
Alexandre Lucas
Fica algumas palavras e algumas lágrimas
Uns versos de vida inacabados
Alguns amores rebeldes e avoantes
Recheados de ternura e fraternidade
Deixarei minhas dores e minhas sandálias
De couro para tecer novos caminhos
Permanecerão os sonhos
uns do tamanho da vida,
Infinitamente imensurável
Outros tão pequenos
Que caberiam em qualquer sala
Que não precisaria ser minha
Bastaria ter apenas a certeza
Que na Salinha poderia depositar todos os meus sonhos
Sem nenhum olhar estranho.
Se (e se) eu morrer hoje
Não guardarei nenhuma certeza
Morto não tem certeza
Mas enquanto vivo, sinto dores e olhares estranhos
Meu corpo labuta, minha mente se espatifa
E mesmo zonzo e esbofeteado pela realidade
Vômito as palavras que se engasgam
Crendo que amanhã haverá poesia e crianças brincando no pátio da minha alma.
Alexandre Lucas
Ando em terras próximas
Aconchegado pela saudade
E pelas noticias raras.
Percorro os meus caminhos
Cantando amores de passarinho
Para que as vielas do coração
Não se apetem
Com fios de opressão
Alexandre Lucas
Aconchegado pela saudade
E pelas noticias raras.
Percorro os meus caminhos
Cantando amores de passarinho
Para que as vielas do coração
Não se apetem
Com fios de opressão
Alexandre Lucas
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
É natal,
Tudo está vermelho,
o teu sutiã bordado de ouro
e tua calcinha de alguns dedos
tua boca deliberadamente vermelha
e essa deliciosa maçã fincada nos teus caminhos
hoje é dia partilha e estamos fartos de sonhos
a casa vermelha, incendeia e nós nos ceiamos.
Alexandre Lucas
Tudo está vermelho,
o teu sutiã bordado de ouro
e tua calcinha de alguns dedos
tua boca deliberadamente vermelha
e essa deliciosa maçã fincada nos teus caminhos
hoje é dia partilha e estamos fartos de sonhos
a casa vermelha, incendeia e nós nos ceiamos.
Alexandre Lucas
Para os meus/minhas
camaradas de luta...
Enquanto você se desespera em desaforos
Eu planto um pé-de-feijão
Enquanto você bate bum, bate bum , bate bum, bate um , bate bum
Eu faço uma canção
Enquanto faz seca
Preparo a terra com várias mãos
Afiadas de desejos
Para adubar a vida
E construir a revolução.
Alexandre Lucas
Enquanto você se desespera em desaforos
Eu planto um pé-de-feijão
Enquanto você bate bum, bate bum , bate bum, bate um , bate bum
Eu faço uma canção
Enquanto faz seca
Preparo a terra com várias mãos
Afiadas de desejos
Para adubar a vida
E construir a revolução.
Alexandre Lucas
Meu corpo arqueia em
delírios
Ao pensar no teu toque
Acho-me em tua boca
Pele
Coxa
Seio
Ventre
E no teu gosto gemido
Entre línguas e pedidos
Adentro no teu espaço
Cedido para encontrar com a lua, às estrelas e dançar com o sol.
Alexandre Lucas
Ao pensar no teu toque
Acho-me em tua boca
Pele
Coxa
Seio
Ventre
E no teu gosto gemido
Entre línguas e pedidos
Adentro no teu espaço
Cedido para encontrar com a lua, às estrelas e dançar com o sol.
Alexandre Lucas
Engula-me com vontade
Somente me inclua
Quando se fizer mar dentro de ti
E teus olhos brilharem como cristal
teus dentes morderem teus lábios
e teus braços quiserem a performance dos meus abraços.
Alexandre Lucas
Somente me inclua
Quando se fizer mar dentro de ti
E teus olhos brilharem como cristal
teus dentes morderem teus lábios
e teus braços quiserem a performance dos meus abraços.
Alexandre Lucas
Enquanto chove
Pingo sobre a pele o nosso deleite
Teus olhos cansados pedem silêncio
Teu corpo ainda trepida
Entre pausas e gemidos
Leves sorrisos
E um lençol de gozo queridos.
Alexandre Lucas
Pingo sobre a pele o nosso deleite
Teus olhos cansados pedem silêncio
Teu corpo ainda trepida
Entre pausas e gemidos
Leves sorrisos
E um lençol de gozo queridos.
Alexandre Lucas
É natal,
Tudo está vermelho,
o teu sutiã bordado de ouro
e tua calcinha de alguns dedos
tua boca deliberadamente vermelha
e essa deliciosa maçã fincada nos teus caminhos
hoje é dia partilha e estamos fartos de sonhos
a casa vermelha, incendeia e nós nos ceiamos.
Alexandre Lucas
Tudo está vermelho,
o teu sutiã bordado de ouro
e tua calcinha de alguns dedos
tua boca deliberadamente vermelha
e essa deliciosa maçã fincada nos teus caminhos
hoje é dia partilha e estamos fartos de sonhos
a casa vermelha, incendeia e nós nos ceiamos.
Alexandre Lucas
Para os meus/minhas
camaradas de luta...
Enquanto você se desespera em desaforos
Eu planto um pé-de-feijão
Enquanto você bate bum, bate bum , bate bum, bate um , bate bum
Eu faço uma canção
Enquanto faz seca
Preparo a terra com várias mãos
Afiadas de desejos
Para adubar a vida
E construir a revolução.
Alexandre Lucas
Enquanto você se desespera em desaforos
Eu planto um pé-de-feijão
Enquanto você bate bum, bate bum , bate bum, bate um , bate bum
Eu faço uma canção
Enquanto faz seca
Preparo a terra com várias mãos
Afiadas de desejos
Para adubar a vida
E construir a revolução.
Alexandre Lucas
Meu corpo arqueia em
delírios
Ao pensar no teu toque
Acho-me em tua boca
Pele
Coxa
Seio
Ventre
E no teu gosto gemido
Entre línguas e pedidos
Adentro no teu espaço
Cedido para encontrar com a lua, às estrelas e dançar com o sol.
Alexandre Lucas
Ao pensar no teu toque
Acho-me em tua boca
Pele
Coxa
Seio
Ventre
E no teu gosto gemido
Entre línguas e pedidos
Adentro no teu espaço
Cedido para encontrar com a lua, às estrelas e dançar com o sol.
Alexandre Lucas
Engula-me com vontade
Somente me inclua
Quando se fizer mar dentro de ti
E teus olhos brilharem como cristal
teus dentes morderem teus lábios
e teus braços quiserem a performance dos meus abraços.
Alexandre Lucas
Somente me inclua
Quando se fizer mar dentro de ti
E teus olhos brilharem como cristal
teus dentes morderem teus lábios
e teus braços quiserem a performance dos meus abraços.
Alexandre Lucas
Enquanto chove
Pingo sobre a pele o nosso deleite
Teus olhos cansados pedem silêncio
Teu corpo ainda trepida
Entre pausas e gemidos
Leves sorrisos
E um lençol de gozo queridos.
Alexandre Lucas
Pingo sobre a pele o nosso deleite
Teus olhos cansados pedem silêncio
Teu corpo ainda trepida
Entre pausas e gemidos
Leves sorrisos
E um lençol de gozo queridos.
Alexandre Lucas
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
E nossas vozes de cantos
gemidos
Massagearam a madrugada
Em suculenta sedução
Tocar os céus e sentir o sol do
teu fogo
As tuas lambidas de massagem vibrantes
E tua respiração descontrolada
Aclama o teu revirar de olhos
Em curto-circuito de sorridente orgasmo.
Alexandre Lucas
Que os corpos possam bailar
Na leveza das almas
Que os braços se façam abraços
E que a pele se toque como visgo
E que a vida se refaça
Na composição do aconchego
dos teus encantos.
Alexandre Lucas
Teu peito severamente bicudo de prazer
Deleita sobre o teu decote franzino
Debulhado vai sendo
modelando
Em ponta de língua
E a casa se desfaz
E a noite sussurra no
encontro da alvorada.
Alexandre Lucas
Enquanto no corredor
Cruzavam pessoas
Estava ali sentada de pernas cruzadas
Friccionadas, em ponto de fervor
lendo um poema erótico
Que desenhava em palavras
O desejo de dedilhar
De pensar em abusar
E de nos lambuzar
Sentir sem cessar
A tua voracidade
Em te saborear
Assim o poema acabar
apavorado de desejo.
Alexandre Lucas
Cruzavam pessoas
Estava ali sentada de pernas cruzadas
Friccionadas, em ponto de fervor
lendo um poema erótico
Que desenhava em palavras
O desejo de dedilhar
De pensar em abusar
E de nos lambuzar
Sentir sem cessar
A tua voracidade
Em te saborear
Assim o poema acabar
apavorado de desejo.
Alexandre Lucas
Contigo, contigo,
contigo, contigo e contigo
Criei os mais sofisticados sonhos, construir casas e jardins
Planejei uma primavera infinita
De tão doce e envolvente o amor
Peguei na argamassa para fazer cada tijolo
De tão meloso fiz tijolos de mel
E no primeiro inverno o doce se espalhou pelo mundo
Como um poema de açúcar.
Alexandre Lucas
Criei os mais sofisticados sonhos, construir casas e jardins
Planejei uma primavera infinita
De tão doce e envolvente o amor
Peguei na argamassa para fazer cada tijolo
De tão meloso fiz tijolos de mel
E no primeiro inverno o doce se espalhou pelo mundo
Como um poema de açúcar.
Alexandre Lucas
Sinto a tua língua
presente
Na racionalidade de teu prazer insano
O decote das tuas vontades foi rasgado
Põe-se nua e decisiva,
Agasalha freneticamente minha metade
Trêmula e insaciada
Galopa até as estrelas.
Alexandre Lucas
Na racionalidade de teu prazer insano
O decote das tuas vontades foi rasgado
Põe-se nua e decisiva,
Agasalha freneticamente minha metade
Trêmula e insaciada
Galopa até as estrelas.
Alexandre Lucas
Na calmaria da noite
quente
Os pudores desejaram
A nudez da sacanagem
Selvagem ,
A carícia firme do teu mexido
Tua voz compassada e despolida
A palpitação do teu gozo
O teu coração e o teu gemido
Delicioso.
Alexandre Lucas
Os pudores desejaram
A nudez da sacanagem
Selvagem ,
A carícia firme do teu mexido
Tua voz compassada e despolida
A palpitação do teu gozo
O teu coração e o teu gemido
Delicioso.
Alexandre Lucas
Sinto a tua língua
presente
Na racionalidade de teu prazer insano
O decote das tuas vontades foi rasgado
Põe-se nua e decisiva,
Agasalha freneticamente minha metade
Trêmula e insaciada
Galopa até as estrelas.
Alexandre Lucas
Na racionalidade de teu prazer insano
O decote das tuas vontades foi rasgado
Põe-se nua e decisiva,
Agasalha freneticamente minha metade
Trêmula e insaciada
Galopa até as estrelas.
Alexandre Lucas
Debulhar com cuidado e
sem pressa
Cada botão do contorno do teu corpo
Sentir a profundeza da tua respiração
E o abraço dos teus olhos
A tua pele doce sendo percorrida
A língua sendo navegante
No êxtase da cumplicidade
Desaguados nos caminhos do amor
Alexandre Lucas
Cada botão do contorno do teu corpo
Sentir a profundeza da tua respiração
E o abraço dos teus olhos
A tua pele doce sendo percorrida
A língua sendo navegante
No êxtase da cumplicidade
Desaguados nos caminhos do amor
Alexandre Lucas
Os planos se desmancham
A noite passa... Como se não quisesse terminar
O pranto é o único aliado
O silencio goteja lágrimas
Chove aqui dentro
Lá fora está tudo seco...
As esperanças rastejam
Por hoje.
Alexandre Lucas
A noite passa... Como se não quisesse terminar
O pranto é o único aliado
O silencio goteja lágrimas
Chove aqui dentro
Lá fora está tudo seco...
As esperanças rastejam
Por hoje.
Alexandre Lucas
Qualquer som irrita
Quando a flor está rasgada na pele
Quando o cansaço se alojar como bala no peito
Quando todos se fazem neutros,
E você só enxerga cinza,
A casa se torna imensa
Tal qual a solidão do seu universo
Tudo é motivo de inquietação
Até mesmo o mexido do vento
Em tempos de calor.
Alexandre Lucas
Quando a flor está rasgada na pele
Quando o cansaço se alojar como bala no peito
Quando todos se fazem neutros,
E você só enxerga cinza,
A casa se torna imensa
Tal qual a solidão do seu universo
Tudo é motivo de inquietação
Até mesmo o mexido do vento
Em tempos de calor.
Alexandre Lucas
A minha morte é tão viva
Que desisto de carregar o peso
de esquecer o fardo...
de insistir com a gentilezas
que confunde as cabeças
a morte é tão dura
que sigo como Pau-d’arco
duro e vegetal.
Mas há de ter outro dia
Em que gentileza não confunda
Que a fraternidade seja um bem comum
e a verdade seja imperativa, não um temor
E as flores nunca tenham a beleza plástica
E o carinho não tenha propriedade
Que as casas sejam povoados de sonhos e de gente
Assim a vida será tão viva.
Alexandre Lucas
Que desisto de carregar o peso
de esquecer o fardo...
de insistir com a gentilezas
que confunde as cabeças
a morte é tão dura
que sigo como Pau-d’arco
duro e vegetal.
Mas há de ter outro dia
Em que gentileza não confunda
Que a fraternidade seja um bem comum
e a verdade seja imperativa, não um temor
E as flores nunca tenham a beleza plástica
E o carinho não tenha propriedade
Que as casas sejam povoados de sonhos e de gente
Assim a vida será tão viva.
Alexandre Lucas
Amanhã eu posso está
morto
Serei mais um silva
Na fila Severina
Meus diamantes que nunca tive
Estão empoeirados de uma labuta sem fim
O horizonte está embaçado
Os olhos estão ardendo de sal e água
A única luz que vejo é a do poste na minha frente
A noite está sagrando
E parece mentir
A poesia pode amanhecer cinza
E o Poeta mudo
E a casa lavada de sonhos e tomentos.
Alexandre Lucas
Serei mais um silva
Na fila Severina
Meus diamantes que nunca tive
Estão empoeirados de uma labuta sem fim
O horizonte está embaçado
Os olhos estão ardendo de sal e água
A única luz que vejo é a do poste na minha frente
A noite está sagrando
E parece mentir
A poesia pode amanhecer cinza
E o Poeta mudo
E a casa lavada de sonhos e tomentos.
Alexandre Lucas
O tempo está quente
Teu meio parece uma nascente
Que molha tuas bocas E Acaricia o olhar, o nosso sentir
Olhos que se envolvem corpos que se penetram
E deliciosamente se acariciam
Em diálogos ensolarados.
Alexandre Lucas
Teu meio parece uma nascente
Que molha tuas bocas E Acaricia o olhar, o nosso sentir
Olhos que se envolvem corpos que se penetram
E deliciosamente se acariciam
Em diálogos ensolarados.
Alexandre Lucas
Desculpe, os meus desejos
sentem fome
Minha língua aguarda tua massagem
Meu corpo quer tuas marcas
Uiva palavras doces e libertárias
mas desprolonga a fome gritante da minha alma.
Alexandre Lucas
Minha língua aguarda tua massagem
Meu corpo quer tuas marcas
Uiva palavras doces e libertárias
mas desprolonga a fome gritante da minha alma.
Alexandre Lucas
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Quero-me casado comigo.
Com o todo o meu abuso,
eu me suporto e eu me obrigo
Faço a minha comida com o tempero que eu quiser
Sem pitada de pitaco de ninguém
Lavo as minhas cuecas brancas, vermelhas e encardidas
E faço o meu café sem coar
Acendo incenso e tenho minha tralhas
sou dono das minhas verdades, incertezas e migalhas
Tenho minhas manias e meus ajeitados
Abro a minha casa para arte e para política e passo dias vivendo isso,
é a chatice que eu adoro
Faço tudo no meu tempo,
E corro de confusão
Sou a pessoa mais gentil, a mim mesmo
Não me obrigo a opressão
Sou andarilho de mim, digo esquisito mesmo
pássaro passageiro casado consigo mesmo.
Alexandre Lucas
Com o todo o meu abuso,
eu me suporto e eu me obrigo
Faço a minha comida com o tempero que eu quiser
Sem pitada de pitaco de ninguém
Lavo as minhas cuecas brancas, vermelhas e encardidas
E faço o meu café sem coar
Acendo incenso e tenho minha tralhas
sou dono das minhas verdades, incertezas e migalhas
Tenho minhas manias e meus ajeitados
Abro a minha casa para arte e para política e passo dias vivendo isso,
é a chatice que eu adoro
Faço tudo no meu tempo,
E corro de confusão
Sou a pessoa mais gentil, a mim mesmo
Não me obrigo a opressão
Sou andarilho de mim, digo esquisito mesmo
pássaro passageiro casado consigo mesmo.
Alexandre Lucas
Destilação de veneno
Após potes de geleias
de holanda maconha
transtorno transcendental
Deus como desculpa
da sua insana loucura.
Alexandre Lucas
Após potes de geleias
de holanda maconha
transtorno transcendental
Deus como desculpa
da sua insana loucura.
Alexandre Lucas
Migalhas homeopáticas de
afetividade
Trava a sensualidade,
Tenho sede para beber toda felicidade de sussurros
Envolver-me nas tuas penas em malabares musicais
Pular até a lua e se entorpecer com o brilho das estrelas
Desafiar a língua afiada a te bulinar
Sentir o mel dos teus gemidos
A acariciar a minha alma.
Alexandre Lucas
Trava a sensualidade,
Tenho sede para beber toda felicidade de sussurros
Envolver-me nas tuas penas em malabares musicais
Pular até a lua e se entorpecer com o brilho das estrelas
Desafiar a língua afiada a te bulinar
Sentir o mel dos teus gemidos
A acariciar a minha alma.
Alexandre Lucas
Estou aqui, liberto,
com os sonhos pendurados em algum canto
aguardando os toques das suas palavras insanas de desejo
meu cansaço te pede completa, entrincheirada e disposta a me engolir
Ponhamo-nos na mesa e a deixemos sem nenhum grão de nós.
Alexandre Lucas
com os sonhos pendurados em algum canto
aguardando os toques das suas palavras insanas de desejo
meu cansaço te pede completa, entrincheirada e disposta a me engolir
Ponhamo-nos na mesa e a deixemos sem nenhum grão de nós.
Alexandre Lucas
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Não! Hoje não!
Guarde os seus pudores,
Rasgue-me o corpo
Grite todas as palavras
Entre a santa, seja a puta
Abençoa teu corpo de prazer
Faz-se maça vermelha e apimentada
Rega freneticamente como todos os teus sabores
Baixe o santo, derrube a mesa e quebra a cama
Quando tudo estive liquidado
Deixe o tempo florir
O sorriso fluir
E a conversa costurar a poesia dos corpos.
Alexandre Lucas
Estou grávido, como um poema verde
A cada dia crescem os sonhos e aparecem contorções
Altero-me para abarcar a vida
E enfrentar os calafrios
Como a vida, engravido todos os dias.
Nem sempre consigo parir
A expectativa apenas cresce
E meu bucho continua magrelo
Diferentemente das ideias
que se alopram
bucho adentro
bucho afora
e o poema permanece verde
e eu continuo grávido
alimentando a utopia
para que a poesia
tenha sempre gosto de esperança.
Alexandre Lucas
Guarde os seus pudores,
Rasgue-me o corpo
Grite todas as palavras
Entre a santa, seja a puta
Abençoa teu corpo de prazer
Faz-se maça vermelha e apimentada
Rega freneticamente como todos os teus sabores
Baixe o santo, derrube a mesa e quebra a cama
Quando tudo estive liquidado
Deixe o tempo florir
O sorriso fluir
E a conversa costurar a poesia dos corpos.
Alexandre Lucas
Estou grávido, como um poema verde
A cada dia crescem os sonhos e aparecem contorções
Altero-me para abarcar a vida
E enfrentar os calafrios
Como a vida, engravido todos os dias.
Nem sempre consigo parir
A expectativa apenas cresce
E meu bucho continua magrelo
Diferentemente das ideias
que se alopram
bucho adentro
bucho afora
e o poema permanece verde
e eu continuo grávido
alimentando a utopia
para que a poesia
tenha sempre gosto de esperança.
Alexandre Lucas
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Um buquê de gentileza
Uma mão jardineira
Mexendo na pele
Cultivando um pé de prazer
Uma roseira de
contorcer
Uma flor leve para gingar
Teus olhos a me levar
Para teu corpo modelar .
Alexandre Lucas
Eu que me pego de várias maneiras
Vejo no horizonte pedaços de mim
Entre sangues e vinhos,
Agarro sempre no rabo
da esperança
Rodopio e fico tonto
Segurando
roseiras vermelhas e espinhosas
Para te oferecer
durante e após o combate
Para que os dias não percam
as mãos carinhosas
Que afagam a ternura
auroras afogueadas.
Alexandre Lucas
Deixa teu corpo falar
Já que teus olhos se decodificam
Tuas entranhas choram
E teus pudores te oprimem
ele quer falar com
toda a sabedoria
incontidas das avalanches dos desejos...
deixe teu corpo simplesmente cantar.
Alexandre Lucas
Que tuas mãos orem no meu corpo
e o torne sagrado, agrado, arado
que os mantos da pele se façam cobertores de prazeres
e que o beijo tenha o gosto das erupções
e que você seja um livro saboroso
para ser saboreado a cada palavra e ser descoberto a cada página
que nos façamos lidos, contidos, cantadores de gemidos.
e o torne sagrado, agrado, arado
que os mantos da pele se façam cobertores de prazeres
e que o beijo tenha o gosto das erupções
e que você seja um livro saboroso
para ser saboreado a cada palavra e ser descoberto a cada página
que nos façamos lidos, contidos, cantadores de gemidos.
Alexandre Lucas
Queria ganhar uma poesia
dos braços
o toque na alma das palavras sinceras
o corpo despido, os pudores estraçalhados
as falas desconexas ritmando a dança dos prazeres
os olhos revirados em curto-circuito
o pacto, o toque e a troca...
e depois mil palavras para encher a alma.
Alexandre Lucas
o toque na alma das palavras sinceras
o corpo despido, os pudores estraçalhados
as falas desconexas ritmando a dança dos prazeres
os olhos revirados em curto-circuito
o pacto, o toque e a troca...
e depois mil palavras para encher a alma.
Alexandre Lucas
Os teus lábios se fazem
decotes
Desnorteando minhas visualidades
Embriagando os meus desejos
Esbugalhados, vermelhos e com ar de borboleta
Salta e assalta a minha a boca com a velocidade e os gemidos
Explosivos para liquidar todo o sol.
Alexandre Lucas
Desnorteando minhas visualidades
Embriagando os meus desejos
Esbugalhados, vermelhos e com ar de borboleta
Salta e assalta a minha a boca com a velocidade e os gemidos
Explosivos para liquidar todo o sol.
Alexandre Lucas
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