Guardo cada multicolor fio
Que foi me tecendo
Neste tear de comunhões
Guardo a maça que murchou
A flor que restou
O riso que do gozo ficou
O olhar que fincou
Guardo o pão e a palavra
A gentileza e a companhia
A rebeldia e a sabedoria
Guardo as bandeiras e os lençóis
A eloquência e a saliência
A poesia e a despedida
Guardo cada fio que se fez ternura
Rompendo as amarras dos arames farpados.
Alexandre Lucas
terça-feira, 30 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
.
E essa poesia que meu deu uma rasteira
Que me derrubou na cama
Que se fez feiticeira
Mulher guerreira
Acendendo fogo
Fazendo lareira
Alexandre Lucas
Os teus suspiros engatinham os meus prazeres
Teu corpo condensado, o meu ao teu ligado
Algas bailarinas
Olhos fechados
Comungando
Os desejos sagrados.
Alexandre Lucas
Teu corpo condensado, o meu ao teu ligado
Algas bailarinas
Olhos fechados
Comungando
Os desejos sagrados.
Alexandre Lucas
Hoje queria encurtar os nossos espaços
E ter servir uma poesia quente
Sentir as palavras sendo degustadas pela tua boca
E ouvir a música dançante do teu corpo
Embalando os meus infindáveis...
Sonhos.
Alexandre Lucas
E ter servir uma poesia quente
Sentir as palavras sendo degustadas pela tua boca
E ouvir a música dançante do teu corpo
Embalando os meus infindáveis...
Sonhos.
Alexandre Lucas
Vem escrever sobre o meu corpo a ternura das tuas palavras
Amparar o sonho,
Cotejar a estrada
Cultivar as flores
Regar os jardins
Ventilar-se entre as bandeiras
Caso necessário fazer trincheira
Para tomar banho renovado de cachoeira.
Alexandre Lucas
Amparar o sonho,
Cotejar a estrada
Cultivar as flores
Regar os jardins
Ventilar-se entre as bandeiras
Caso necessário fazer trincheira
Para tomar banho renovado de cachoeira.
Alexandre Lucas
Cocos e metais se espatifam
Rostos e corpos se espancam
Proibições e privações
Apenas silenciam
Pois as baionetas da consciência e a ternura revolucionária
Ensaiam entre as muralhas
A revolução.
Alexandre Lucas
Rostos e corpos se espancam
Proibições e privações
Apenas silenciam
Pois as baionetas da consciência e a ternura revolucionária
Ensaiam entre as muralhas
A revolução.
Alexandre Lucas
Queira-me neste instante livre
Entoando cânticos de ternura
Eriçando teus desejos
Queira-me meu
Queira-se sua
Em corpos emprestados
Bandeiras vermelhas
E rosas almofadas
Cantemos a internacional do corpo
De pé e em sonhos libertários.
Alexandre Lucas
Entoando cânticos de ternura
Eriçando teus desejos
Queira-me meu
Queira-se sua
Em corpos emprestados
Bandeiras vermelhas
E rosas almofadas
Cantemos a internacional do corpo
De pé e em sonhos libertários.
Alexandre Lucas
Os campos humanos ainda brotam flores
A ternura continua sendo uma flor que nasce todos os dias
Ainda acredito nos jardins e na sua humana felicidade
Tudo pode ser mentira: As flores, os jardins e a felicidade
Mas prefiro me entorpecem de sonhos
Para reinventar as flores, os jardins e a felicidade.
Alexandre Lucas
A ternura continua sendo uma flor que nasce todos os dias
Ainda acredito nos jardins e na sua humana felicidade
Tudo pode ser mentira: As flores, os jardins e a felicidade
Mas prefiro me entorpecem de sonhos
Para reinventar as flores, os jardins e a felicidade.
Alexandre Lucas
terça-feira, 2 de abril de 2013
Entre as lembranças
Guardo a tua presença
Incorporada aos meus sentimentos
A distância nos parece uma insignificância geográfica
Nossas almas se deleitam a cada instante nas nuvens
E nas mais doces palavras de ternuras
Que seja intenso todo acordar
E que no escondido do sol
As carícias e os sorrisos se façam eternos
Para desabrochar cada flor plantada
No nosso jardim sagrado que se reconstrói
A cada instante com as mais vivas cores e
O encanto das borboletas.
Alexandre Lucas
Parece tudo mentira
Um tira de retalhos que se faz balão
Uma palavra que se faz fogo
A rapidez que se parece uma eternidade
E ainda carrego uma montanha de sonhos
e um universo de tranquilidade
com o toque de vida que tem o tempero da tua suavidade.
Alexandre Lucas
A poesia se partiu
Pelas ladeiras altas
Entrou pelos becos
E se perdeu na porta do boteco
Aproveitou para se embriagar
Embolou a língua e as pernas
E se fez pensar.
Alexandre Lucas
Guardo a tua presença
Incorporada aos meus sentimentos
A distância nos parece uma insignificância geográfica
Nossas almas se deleitam a cada instante nas nuvens
E nas mais doces palavras de ternuras
Que seja intenso todo acordar
E que no escondido do sol
As carícias e os sorrisos se façam eternos
Para desabrochar cada flor plantada
No nosso jardim sagrado que se reconstrói
A cada instante com as mais vivas cores e
O encanto das borboletas.
Alexandre Lucas
Parece tudo mentira
Um tira de retalhos que se faz balão
Uma palavra que se faz fogo
A rapidez que se parece uma eternidade
E ainda carrego uma montanha de sonhos
e um universo de tranquilidade
com o toque de vida que tem o tempero da tua suavidade.
Alexandre Lucas
A poesia se partiu
Pelas ladeiras altas
Entrou pelos becos
E se perdeu na porta do boteco
Aproveitou para se embriagar
Embolou a língua e as pernas
E se fez pensar.
Alexandre Lucas
sábado, 16 de março de 2013
Entre nuvens vejo as
silhuetas dos teus seios
A leveza dos teus toques
A extinta a finidade
E aderência do desejo
Que se faz mar de prazer.
Alexandre Lucas
Quero contornar o teu
corpo como quem contorna o ar
Sentir a tua respiração
condensada
A leveza e umidade dos
teus lábios
Descobrir o do-in dos
teus prazeres
E purificar a alma
Num baile ocular.
Alexandre Lucas
Passei a noite
conversando
Com o tempo e o vento
Comendo as migalhas que me restaram de algumas alegrias
Abanando-me com o calor das lembranças
e me acalmando com as teclas
que me fazem respirar
desta asfixia de paredes brancas
Alexandre Lucas
Comendo as migalhas que me restaram de algumas alegrias
Abanando-me com o calor das lembranças
e me acalmando com as teclas
que me fazem respirar
desta asfixia de paredes brancas
Alexandre Lucas
Que as mãos decotem as
vontades
Façam silhuetas e erupções sobre o corpo
Demarquem caminhos de utopias
E gerem sopros de prazeres
e distensão de lábios
Alexandre Lucas
Façam silhuetas e erupções sobre o corpo
Demarquem caminhos de utopias
E gerem sopros de prazeres
e distensão de lábios
Alexandre Lucas
Acordo cedo, me parece
até que recebo cutucadas do sol
Armo o escritório na bolsa e saio veloz como a luz para a labuta
Quando chega a hora de dormir, estou chegando em casa...
Faço isso durante trinta dias
E ainda fico devendo a mim mesmo.
Alexandre Lucas
Armo o escritório na bolsa e saio veloz como a luz para a labuta
Quando chega a hora de dormir, estou chegando em casa...
Faço isso durante trinta dias
E ainda fico devendo a mim mesmo.
Alexandre Lucas
Durante a tarde
Veio aquele vento forte
E um calor pedindo a despedida das roupas
E a vestidura de um corpo
Banhado e com cheiro de jasmim
Pra fazer da tarde brisa e
Uma cama de jardim.
Alexandre Lucas
Veio aquele vento forte
E um calor pedindo a despedida das roupas
E a vestidura de um corpo
Banhado e com cheiro de jasmim
Pra fazer da tarde brisa e
Uma cama de jardim.
Alexandre Lucas
O soro ainda goteja
O braço continua estendido
A agulha entupiu
O sangue se desnorteia
E o buquê de flores...
Perdeu-se no meu do caminho
O tumulto foi tão grande
Que me esqueci de mim mesmo
Imagina das flores.
Alexandre Lucas
O braço continua estendido
A agulha entupiu
O sangue se desnorteia
E o buquê de flores...
Perdeu-se no meu do caminho
O tumulto foi tão grande
Que me esqueci de mim mesmo
Imagina das flores.
Alexandre Lucas
Um silêncio dentro de me
bofeteava
A comida chegou quente e sem gosto
Comia devidamente apressado
Queria se livrar de alguma agonia
Talvez a agonia de ficar só na abundância de gente
Ou a agonia para chegar logo em casa e provocar em palavras
A comida indigesta da vida.
Alexandre Lucas
A comida chegou quente e sem gosto
Comia devidamente apressado
Queria se livrar de alguma agonia
Talvez a agonia de ficar só na abundância de gente
Ou a agonia para chegar logo em casa e provocar em palavras
A comida indigesta da vida.
Alexandre Lucas
Minha rosa vermelha
murchou
Guardava enfiada no jarro do coração
O coração quebrou e ficou espatifado pela casa
Tropecei pelos seus cacos e me senti estalando
Seguro a rosa vermelha murcha com as duas mãos
E te ofereço para regá-la.
Alexandre Lucas
Guardava enfiada no jarro do coração
O coração quebrou e ficou espatifado pela casa
Tropecei pelos seus cacos e me senti estalando
Seguro a rosa vermelha murcha com as duas mãos
E te ofereço para regá-la.
Alexandre Lucas
Deixo a roupa estendida
no varal das lembranças
Teu corpo ouriçado e teus mamilos pontiagudos
Fisgam a sensatez e derrubam os santos das mesas
Numa prece pressa de prazer
Em procissão devoto os meus desejos
Acendendo velas para incendiar nossos corpos
Que se embriagam e diluem de fazeres.
Alexandre Lucas
Teu corpo ouriçado e teus mamilos pontiagudos
Fisgam a sensatez e derrubam os santos das mesas
Numa prece pressa de prazer
Em procissão devoto os meus desejos
Acendendo velas para incendiar nossos corpos
Que se embriagam e diluem de fazeres.
Alexandre Lucas
Sinto o pulsar quente da
tua barriga
Roçando o juízo
O toque acalentado
Dos teus dedos
A flor de desejo de teus olhos
Convidando para um baile.
Alexandre Lucas
Roçando o juízo
O toque acalentado
Dos teus dedos
A flor de desejo de teus olhos
Convidando para um baile.
Alexandre Lucas
Na desmedida ânsia
Perco-me nos sonhos
Para me achar nos encantos dos teus contornos
Perfazendo uma cartografia de prazer
Mapeada com a língua e a oralidade
Desenhando caminhos e identificando os teus sons
E os percursos dos teus sabores
Vamos nos fazendo bussolas
Para orientar a multiplicidade dos nossos desmanches
E terremotos de encantos
Molhados , olhos revirados e sorriso lento
Aguardando recomposição dos dados.
Alexandre Lucas
Perco-me nos sonhos
Para me achar nos encantos dos teus contornos
Perfazendo uma cartografia de prazer
Mapeada com a língua e a oralidade
Desenhando caminhos e identificando os teus sons
E os percursos dos teus sabores
Vamos nos fazendo bussolas
Para orientar a multiplicidade dos nossos desmanches
E terremotos de encantos
Molhados , olhos revirados e sorriso lento
Aguardando recomposição dos dados.
Alexandre Lucas
Andar de braços dados
Num encontro de calmaria
Resfriar-se a com sorvete para preencher as tardes vazias
Soprar carinho no ouvido para fazer a alma abanar
Voar levemente na busca do cantar
Para o silêncio não se instalar.
Alexandre Lucas
Num encontro de calmaria
Resfriar-se a com sorvete para preencher as tardes vazias
Soprar carinho no ouvido para fazer a alma abanar
Voar levemente na busca do cantar
Para o silêncio não se instalar.
Alexandre Lucas
Goteja na poesia sangue e
lágrimas
Um sorriso e um insulto
O boa noite com a esperança do amanhã
O até logo e o adeus
Na poesia espremesse as dores em forma de sumo
e regar os gozos com jardins
Insulta o tempo
E massageia a esperança
A poesia não é a palavra rimada ou ritmada
É antes de tudo a vida.
Alexandre Lucas
Um sorriso e um insulto
O boa noite com a esperança do amanhã
O até logo e o adeus
Na poesia espremesse as dores em forma de sumo
e regar os gozos com jardins
Insulta o tempo
E massageia a esperança
A poesia não é a palavra rimada ou ritmada
É antes de tudo a vida.
Alexandre Lucas
Sentir o desprezo das
tuas palavras como um abraço forte
Tonto fiquei perambulando sobre jardim de alfinete
Gritei silenciosamente e pulei freneticamente
e você pensando que eu dançava.
Alexandre Lucas
Tonto fiquei perambulando sobre jardim de alfinete
Gritei silenciosamente e pulei freneticamente
e você pensando que eu dançava.
Alexandre Lucas
Em véu vermelho me cubro
de lágrimas
Choro o sangue da vida
Manco, cego e com a respiração falha
Subo aos montes
Faço trincheiras
E escarro na cara
Dos que se infiltram como companheiros
E blefam como camaradas.
Alexandre Lucas
Choro o sangue da vida
Manco, cego e com a respiração falha
Subo aos montes
Faço trincheiras
E escarro na cara
Dos que se infiltram como companheiros
E blefam como camaradas.
Alexandre Lucas
No caminho tinha um
amor...
do lado do amor tinha uma pedra
do outro lado tinha um abismo
e no meio do caminho tinha três caminhos.
Alexandre Lucas
do lado do amor tinha uma pedra
do outro lado tinha um abismo
e no meio do caminho tinha três caminhos.
Alexandre Lucas
Fernandes Nogueira
Todos dormiam
E você amante do lençol
Enroscassem na tua ultima poesia
Depois disso nunca mais te vi...
Mas o seu poema continuou vivo
Alexandre Lucas
*Fernandes Nogueira – poeta juazeirense que auto-se-desfez na madrugada de um sábado de uma ano qualquer do século 21.
Todos dormiam
E você amante do lençol
Enroscassem na tua ultima poesia
Depois disso nunca mais te vi...
Mas o seu poema continuou vivo
Alexandre Lucas
*Fernandes Nogueira – poeta juazeirense que auto-se-desfez na madrugada de um sábado de uma ano qualquer do século 21.
Meus versos choram
Minha alma se afoga
Entre os travesseiros e lençóis
Acordo-me molhado de pesadelos
Enquanto escuto os pássaros cantando melodias suaves
E se protegendo nos altares de luz da cidade.
Alexandre Lucas
Minha alma se afoga
Entre os travesseiros e lençóis
Acordo-me molhado de pesadelos
Enquanto escuto os pássaros cantando melodias suaves
E se protegendo nos altares de luz da cidade.
Alexandre Lucas
Os toques dos teus
carinhos
Passeando pelas minhas lembranças
Cantarolam saudades.
Os dias fazem chuvas e trovões
Enquanto me encolham
Nos meus lençóis.
Alexandre Lucas
Passeando pelas minhas lembranças
Cantarolam saudades.
Os dias fazem chuvas e trovões
Enquanto me encolham
Nos meus lençóis.
Alexandre Lucas
A cada notícia uma morte
se faz
As lagrimas já não existem
O rosto sereno
Mas parece uma fotografia
De tão estático
Os olhos não expressam emoções
Com as mortes e as dores
Uma notícia em jaz sentimento.
Alexandre Lucas
As lagrimas já não existem
O rosto sereno
Mas parece uma fotografia
De tão estático
Os olhos não expressam emoções
Com as mortes e as dores
Uma notícia em jaz sentimento.
Alexandre Lucas
Algumas paredes enterram
forças e sonhos
Depilam as alegrias
E o baile se inicia sem música
O corpo se contorne
Sobre os teclados
Que denunciam os grilhões
E as poças de lágrimas
Que se escondem por trás das redes.
Alexandre Lucas
Depilam as alegrias
E o baile se inicia sem música
O corpo se contorne
Sobre os teclados
Que denunciam os grilhões
E as poças de lágrimas
Que se escondem por trás das redes.
Alexandre Lucas
É como se a alma
observasse o próprio corpo sendo triturando no moinho
Uma dor sem fim, uma dor que dói só de se ver
Enquanto isso tento segurar um sorriso banguelo
Entre a lucidez e a embriaguez do cansaço.
Alexandre Lucas
Uma dor sem fim, uma dor que dói só de se ver
Enquanto isso tento segurar um sorriso banguelo
Entre a lucidez e a embriaguez do cansaço.
Alexandre Lucas
Vomito os entalos da vida
Tropeço nas palavras
Para construir o verso
Com rima e ritmo quebrado
E desengasgar o grito.
Alexandre Lucas
Tropeço nas palavras
Para construir o verso
Com rima e ritmo quebrado
E desengasgar o grito.
Alexandre Lucas
Iluminadamente só
Faço-me candeeiro
Enquanto escuto a orquestra dos grilos
De um lado uma faca afiada para despir o lápis
Um papel manchado de sangue
É perfurado pela ponta do lápis
E sem nenhuma palavra o poesia se fez.
Alexandre Lucas
Faço-me candeeiro
Enquanto escuto a orquestra dos grilos
De um lado uma faca afiada para despir o lápis
Um papel manchado de sangue
É perfurado pela ponta do lápis
E sem nenhuma palavra o poesia se fez.
Alexandre Lucas
Só quero enforcar minhas
dores
No ultimo andar
Quero que a língua fique para dentro
E que nenhum falso sorriso sair saltitante pelo ar
Hoje a poesia se encolhe como se fizesse casulo
Porque faz frio lá fora,
Enquanto me queimo em inquietações.
Alexandre Lucas
No ultimo andar
Quero que a língua fique para dentro
E que nenhum falso sorriso sair saltitante pelo ar
Hoje a poesia se encolhe como se fizesse casulo
Porque faz frio lá fora,
Enquanto me queimo em inquietações.
Alexandre Lucas
A ausência chibateia os
sonhos
Como uma carta de morte,
Finada ficou a estrada
Os brincantes se despiram
E saíram chorando
Pelas luas que se esconderam
Pelas loas que se silenciaram
Alexandre Lucas
Como uma carta de morte,
Finada ficou a estrada
Os brincantes se despiram
E saíram chorando
Pelas luas que se esconderam
Pelas loas que se silenciaram
Alexandre Lucas
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Os meses estão tensos
Consigo cheirar as rosas
Apesar das flores artificiais
Os bolsos se transformaram em vasos de braços
A distância entre eu e o querer
Ultrapassa as distancias
E constroem crateras de desentendimentos
A barriga não é a mesma
Os olhos se avermelham de dor e lagrimas
Vozes atormentam a paz
E a corda que se faz aliança
Precisa ser desatada
Antes que todas as palavras
Sejam sustadas.
Alexandre Lucas
Consigo cheirar as rosas
Apesar das flores artificiais
Os bolsos se transformaram em vasos de braços
A distância entre eu e o querer
Ultrapassa as distancias
E constroem crateras de desentendimentos
A barriga não é a mesma
Os olhos se avermelham de dor e lagrimas
Vozes atormentam a paz
E a corda que se faz aliança
Precisa ser desatada
Antes que todas as palavras
Sejam sustadas.
Alexandre Lucas
Solidão
Ela, a minha amante me acompanhará
Durante a noite, sentará do meu lado
E tomará café comigo
e atentamente acompanhará e brotará as poesias
é a companhia que não vejo
é o meu tiro companheiro.
Alexandre Lucas
Ela, a minha amante me acompanhará
Durante a noite, sentará do meu lado
E tomará café comigo
e atentamente acompanhará e brotará as poesias
é a companhia que não vejo
é o meu tiro companheiro.
Alexandre Lucas
Perdi no meio do caminho
todas as pedras preciosas
Elas fizeram peso no fardo da vida
E como a caminhada era longa
Preferi não calejar os ombros...
Alexandre Lucas
Elas fizeram peso no fardo da vida
E como a caminhada era longa
Preferi não calejar os ombros...
Alexandre Lucas
Tomo banho a cada instante
As lágrimas limpam as minhas dores
Um dia a água será doce
E matarei a minha sede.
Alexandre Lucas
As lágrimas limpam as minhas dores
Um dia a água será doce
E matarei a minha sede.
Alexandre Lucas
Não chorei o suficiente,
nem aprendi a nadar quando criança
Esse mundo
é um mundo de adultos
e eu ainda tenho que aprender a chorar e a nadar.
Alexandre Lucas
Esse mundo
é um mundo de adultos
e eu ainda tenho que aprender a chorar e a nadar.
Alexandre Lucas
Hoje caberia dentro de uma
forma de agulha
Mas não estaria em condições de ser agulha para tecer nada.
Mas acredito que amanhã posso avolumar
E arrebentar todos os tecidos para passar.
Alexandre Lucas
Mas não estaria em condições de ser agulha para tecer nada.
Mas acredito que amanhã posso avolumar
E arrebentar todos os tecidos para passar.
Alexandre Lucas
A lua se esconde por trás
de mim
No alpendre escuto apenas a música dos sapos
Ritmada com soluços
A casa vazia e o coração apertado
Compõe uma canção
Fria
Enquanto os sonhos fervilham.
Alexandre Lucas
No alpendre escuto apenas a música dos sapos
Ritmada com soluços
A casa vazia e o coração apertado
Compõe uma canção
Fria
Enquanto os sonhos fervilham.
Alexandre Lucas
Ao deixar tudo como está
A poesia perde a ternura
O sonho se esfarela em fotos indigestas
E o poeta se desfaz
Em imagens herzoguianas.
Alexandre Lucas
A poesia perde a ternura
O sonho se esfarela em fotos indigestas
E o poeta se desfaz
Em imagens herzoguianas.
Alexandre Lucas
Roupas foram rasgadas,
De tanto desespero,
Os vasos de sonhos foram quebrados
As flores perderam o seu cheiro
E o chão do quarto virou o papel
Da poesia de instante
E o lençol embrulhado
Materializa o vazio
E um cinema que criado em dias sonhos.
Alexandre Lucas
De tanto desespero,
Os vasos de sonhos foram quebrados
As flores perderam o seu cheiro
E o chão do quarto virou o papel
Da poesia de instante
E o lençol embrulhado
Materializa o vazio
E um cinema que criado em dias sonhos.
Alexandre Lucas
Hoje queria o abraço da
lua
o aconchego do sol
a rutilância das estrelas
um jardim multicolor
e um baú de utopia para guardar tudo isso
e a cada instante lançar
sobre os campos minados de vazio
bombas de esperança.
Alexandre Lucas
o aconchego do sol
a rutilância das estrelas
um jardim multicolor
e um baú de utopia para guardar tudo isso
e a cada instante lançar
sobre os campos minados de vazio
bombas de esperança.
Alexandre Lucas
A saudade terce a poesia
Clamando pelo reencontro
Há quanto tempo não sinto
Nossas vozes esculpindo os nossos sabores
As adversidades
fazem mar
E que Yemanjá nos ensine a nadar.
Alexandre Lucas
domingo, 20 de janeiro de 2013
Não tomei nenhuma dose, mas o mundo ou minha cabeça rodopia
A barriga canta como um ronco recebendo pauladas
os olhos se fecham de cansados
e se abrem constantemente de impaciência
Dormir e acordar abraçado comigo mesmo
para esfolar os dias de maremotos
e os sonhos afogados.
Alexandre Lucas
E o sangue se espalhou pela parede
Escreveu as dores da noite e as caminhadas do dia
E as palavras se entrelaçaram com os riscos
E os tambores anunciaram o fim
Do corpo tombado em procissão
Alexandre Lucas
Governo a noite
num espaço vazio
o silêncio conversa
freneticamente comigo...
Alexandre Lucas
Tomentos
Momentos
E a vida sagrando ...
E o palhaço continua com o nariz vermelho
E o rosto esticadamente mascarado de sorriso
Alexandre Lucas
O jarrinho com flores fica no chão
Hora e outra olho para ele
Fico aguando com as águas
Salgadas de mim...
Um dia o pezinho vai morrer
Talvez fique o cheiro de jasmim...
Alexandre Lucas
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Procurando me deslocar da realidade
Tento fechar os olhos
E descansar a alma
Tento impossivelmente relaxar
E contar os carneirinhos, ou até mesmo os
postes
Que me perseguem no percurso de casa
Em vão tentativa fecho os olhos
E tenho pesadelos
Os monstros reais reaparecem
Mais sanguinários e insolentes
Acordo,
falta água para mergulhar a cabeça que ferve
Vou ao banco frio e sombrio, apesar das luzes
que encobrem a falsidade da vida.
Tomo café para agitar o dia que parece querer
chorar.
Enquanto isso salgo minha face com as águas
de minha alma
O Tic-tac da realidade estronda nos meus
tímpanos
A faca pousa do lado
E aproveito para descascar os abacaxis desta
plantação.
Alexandre Lucas
A minha proposição foi me fazer feliz
Refazer-me a cada instante
Labutar e lapidar a vida
Ir à luta
E ter a companhia
Dos teus carinhos
e a certeza do teu ombro
que a cada dia se molde no corpo um tijolo
de suspiro e sussurro
de alegrias e de ínfimas chateações
e que assim possamos
colocar cada tijolo multicor
um em cima do outro, com boa argamassa
para que possamos construir um castelo de
sonhos coloridos
sem prazo para conclusão,
Que ele, o nosso castelinho, tenha um termino
infindável.
Alexandre Lucas
Vi no
livro fotos vivas de homens mortos
Li histórias sobre choques e tiros
Isso tudo foi verdade
Não a
verdade de Goebbels
Temo a vida
Por carregar um rosário de sonhos.
Alexandre Lucas
O poeta joga
a parede de concreto
Cacos, traços e poeira se espalham
E a alfaia anuncia a morte adulterada da
verdade
E a poesia
se refaz assanhada e doce
Inquieta e guardiã
Nas brechas
do asfalto do coração
Brota cheiro, flor e canção
Cumplicidade, lealdade e liberdade
E um jarrinho de saudade
Esperando o calor do teu compasso
E a água do teu abraço.
Alexandre Lucas
Sou assim uma variante
militante
Que busca o aconchego dentro
da selva
Que arrebenta a selva para
acomodar sonhos
Compreendo que meu trabalho
estético artístico é indivisível à vida, por conseguinte à compreensão política
Notadamente ligada a minha
camada: popular, oprimida e
explorada.
Sou ambulância de provação,
provocação e polêmica
Convictamente sou docemente
frágil
E pássaro que voa e diz que vai voar
Liberto
Não tenho patentes de
propriedade e
nenhuma inscrição marcada a fogo no meu corpo
Sou fiel as minhas crenças,
crenças humanas
Sinto frio, calor e tesão
Bato, corro e digo palavrão
Estudo, pesquiso e experimento
Refaço, transformo e discuto
Não me faço de cego, nem de
mudo
Recolho encontros e
transtornos
Para sacolejar fitas de cetim
e granadas
No meio do salão dos
esconderijos da alma
Alexandre Lucas
Hoje é de lua cheia,
Nos quintais e nas salas de desejo
Avoante, radiante, peregrino militante
Vai entoando as cordas da rabeca
Rodopiando o feitiço
pirofagiando o corpo
para os
holofotes do luar.
Alexandre Lucas
Aprendi na luta do meu povo a reinventar a canção
A tocar a música que não toca na TV,
A retirar a maquiagem que não te faz ver
A desenhar rupturas e estradas de utopia
A edificar a esperança
E ver o sonho partilhado
Como a terra, o pão e a vida.
Alexandre Lucas
O vento me sacode com pontapés,
Saio rebolando
Fingindo ser dançarino
O corpo da alma chega em casa arrebentado
Sem nem saber se casa tem
Encosto em qualquer canto
Para fazer do
sertão mar
Adoço meu café com sal
E broto com o um sorriso
Docinho
Para tenta aliviar o gosto
Amargo do cafés da vida.
Alexandre Lucas
Esquartejei o tédio da prisão
alvejando o encardido do tempo
vi a cor das correntes
e pude conhecer as histórias
trancafiadas nos cofres do império
quase me embriaguei, com as doses
falsificadas de imagens
descortinei a paisagem
e fiz outro retrato
preparei o feijão, o livro e o canhão
e em coro
machamos alegres de rebeldia
escrevendo na ponta da faca a nossa
poesia.
Alexandre Lucas
Quando a saudade bate
E o desejo sacode a alma
Emendo a distância com a presença da
lembrança
E monto no lombo das palavras
Para chegar de longe
Como sino de capela
Subtraio os dedos para encurtar os dias
Para nos fazemos jardim poesia.
Alexandre Lucas
Filho,
O tempo é esse
Pois é o nosso tempo
As crianças ainda choram
Não pela ausência dos brinquedos
Mas pela falta de poder rir com a barriga cheia
E os adultos ainda se encolhem
Para chorar por trás das portas.
Pai Noel é uma mentira para iludir as crianças no natal
Mas esse é também o tempo das ilusões
e apesar de tudo é o tempo dos sonhos
e das revoluções.
Alexandre Lucas
O tempo é esse
Pois é o nosso tempo
As crianças ainda choram
Não pela ausência dos brinquedos
Mas pela falta de poder rir com a barriga cheia
E os adultos ainda se encolhem
Para chorar por trás das portas.
Pai Noel é uma mentira para iludir as crianças no natal
Mas esse é também o tempo das ilusões
e apesar de tudo é o tempo dos sonhos
e das revoluções.
Alexandre Lucas
Eu que queria apenas conversar
Embriaguei-me com a ausência de palavras
Toquei fogo no vocabulário
E joguei-me na fogueira
Alexandre Lucas
Embriaguei-me com a ausência de palavras
Toquei fogo no vocabulário
E joguei-me na fogueira
Alexandre Lucas
A poesia burguesa se deleita no banquete gueto
dos artistas
no nicho fechado
do anel auto-suficiente das estrelas
com discurso de rebeldia
anti-revolucionária.
Alexandre Lucas
dos artistas
no nicho fechado
do anel auto-suficiente das estrelas
com discurso de rebeldia
anti-revolucionária.
Alexandre Lucas
Na intimidade das minhas complexidades
A saudade me contrai
A tua lembrança firme e grudenta
Deleita minha paisagem
O sorriso vem leve e abanado
Como bandeira vermelha
Que anuncia a nossa luta
E o desejo de revolução.
Alexandre Lucas
A saudade me contrai
A tua lembrança firme e grudenta
Deleita minha paisagem
O sorriso vem leve e abanado
Como bandeira vermelha
Que anuncia a nossa luta
E o desejo de revolução.
Alexandre Lucas
No vazio do quarto escuto os gritos
Do silêncio,
As roupas se embolam como meus cabelos
o espelho denuncia meu cansaço
lavo a cara para maquiar os olhos fundos
sento na privada para meditar sobre o dia
arranjo foices e martelos para refazer os caminhos e gestar a poesia.
Alexandre Lucas
Do silêncio,
As roupas se embolam como meus cabelos
o espelho denuncia meu cansaço
lavo a cara para maquiar os olhos fundos
sento na privada para meditar sobre o dia
arranjo foices e martelos para refazer os caminhos e gestar a poesia.
Alexandre Lucas
Chego em casa com a mãos calejadas de lágrimas
Abro a geladeira e ela de tão vazia me abraça
Geladamente
Paro e olho cada parede que a mim não pertence
Acendo o fogo para preparar o café
Amargo e com gosto de pó
Fico dedilhando o juízo
E observando o escorpião que tenta se proteger no banheiro
E entre as palavras e os soluços
Que somente eu e o silêncio podemos escutar
Preparo na calada da noite o suspiro de amanhã.
Alexandre Lucas
Abro a geladeira e ela de tão vazia me abraça
Geladamente
Paro e olho cada parede que a mim não pertence
Acendo o fogo para preparar o café
Amargo e com gosto de pó
Fico dedilhando o juízo
E observando o escorpião que tenta se proteger no banheiro
E entre as palavras e os soluços
Que somente eu e o silêncio podemos escutar
Preparo na calada da noite o suspiro de amanhã.
Alexandre Lucas
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